sábado, 26 de janeiro de 2008

Time shall set us free

Neste tempo, que não sei se é de narcisos, lilases ou rosas, não sei se lembre, não sei se esqueça. Só sei que "Me olvidó que te olvidé a mi que nada se me olvida."

in time of daffodils(who know
the goal of living is to grow)
forgetting why,remember how

in time of lilacs who proclaim
the aim of waking is to dream,
remember so(forgetting seem)

in time of roses(who amaze
our now and here with paradise)
forgetting if,remember yes

in time of all sweet things beyond
whatever mind may comprehend,
remember seek(forgetting find)

and in a mystery to be
(when time from time shall set us free)
forgetting me,remember me

e.e. cummings

No topo - Renoir, Jardin de la Rue Rue Cortot, Montmartre. Em baixo - Gustav Schmidt, Daffodils and Lemons

2 comentários:

Anónimo disse...

Pois... O Cummings que eu gosto.. Não é Dave da porno.

Deixo-lhe um dos meus poemas preferidos... é a espécie humana...

The Smile
There is a Smile of Love
And there is a Smile of Deceit
And there is a Smile of Smiles
In which these two Smiles meet.

And there is a Frown of Hate
And there is a Frown of disdain
And there is a Frown of Frowns
Which you strive to forget in vain.

For it sticks in the Heart's deep Core
And it sticks in the deep Back bone.
And no Smile that ever was smil'd
But only one Smile alone.

That betwixt the Cradle and Grave
It only once Smil'd can be,
But when it once is Smile'd
There's an end to all Misery.

William Blake

bjinhos,
aanes ( a desaustinada)

Joshua disse...

A memória e a sensação transfiguram-se na Palavra Poética e isso é lente aplificadora não apenas para ver melhor e revisitar melhor, mas para a combustão rápida sob o justo ajuste do foco solar.

Entre Cummings e Blake há todo o ténis comparativo que quisermos, menos o que interessa: a Música de os Dizer.