quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

As mulheres devem ser forçadas a ter sexo?

A resposta da classe política europeia nos últimos trinta anos tem sido inequivocamente: sim.

 

Senão vejamos.

 

Zbigniew Brzezinski, o anterior secretário de Estado do tempo do presidente Carter, disse que os europeus deviam ser forçados à adesão da Turquia. E porquê? Completam os políticos europeus: porque é bom para a Europa. Aliás, eram os próprios turcos, que em 1992 forçaram a sua adesão em troca de aceitar novos países na NATO, a dizer que era melhor para a Europa que ara eles. Nenhum país europeu candidato tinha tido tal pretensão. O que é bom deve ser forçado. Nisso os turcos dão-nos lições. Forçaram os europeus a coisas que os próprios turcos acharam boas.

 

A Europa deve receber imigrantes, sobretudo de países muçulmanos. Porquê? Porque é bom para a Europa. Por isso os países que não os querem receber devem ser punidos. É tão bom ter esses imigrantes que todos esperávamos que todos os países quisessem ficar com todos eles. Mas não. Querem impor aos outros uma coisa que dizem boa. É o que se chama de generosidade agressiva. É bom, e portanto devemos forçar os outros a ter. Imigrantes, portanto.

 

A lógica completa-se com trinta anos no Reino Unido, em que raparigas brancas são violadas e tornadas em escravas sexuais. A polícia nada faz quando os pais reclamam. E se estes insistem são acusados de racismo. Em 2015, perante centenas de alemãs violadas por muçulmanos, as ONG defensoras dos direitos dos homens dizem que as alemãs têm de compreender que os muçulmanos têm o colonialismo incorporado que é a origem da sua revolta. Se tivermos em conta as potências imperiais nos países muçulmanos do Levante, esse argumento mandaria que fossem turcas e não europeias a ser violadas. Violemos turcas, portanto? Haverá alguém que o pretenda?

 

Seja. Já sabemos. Se for bom deve ter obrigatório. A imposição do bem é comovente sobretudo da parte de quem não vê além disso.

 

Ou seja, mandam os políticos europeus que as europeias devem ser violadas. E, quem gosta, assim lhes dê esse crédito.

 

Alexandre Brandão da Veiga

 

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