segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Um novo Richard Wagner





Descobri recentemente um escritor e um pensador (uma mesma pessoa pode cumular ambas as situações, não é pecado, afinal): Richard Wagner. Nome que faz sorrir de tanto usado. Mas a personagem não faz sorrir. Faz pensar. Pior ainda: é inteligente, matéria-prima rara. E tem ideias. Ainda mais interessante.

A propósito do diálogo com o Islão coloca um problema no mínimo pertinente: diálogo? É precisos saber se temos interlocutor. Vem da Europa de Leste, da Roménia de cultura alemã. Está por isso imbuído de um paradigma europeu sólido, não abastarda por americanismos e multiculturalismos mediáticos. Vem de região com fracturas muito antigas e conhece bem os custos das fracturas. Lúcido e reflexivo, sempre é uma variante em relação à feira de trivialidades que nos consome.

Como já salientei mais de uma vez, o muro de Berlim caiu dos dois lados. E em grande parte a renovação virá da Europa Central e de Leste. São bem mais lúcidos que os politicamente correctos e os travessos inconsequentes que fazem a ordem do dia.






http://alpha.dickinson.edu/departments/germn/richardwagner.html
http://alpha.dickinson.edu/departments/germn/richardbiblio.html



Alexandre Brandão da Veiga

4 comentários:

Euroliberal disse...

Este Richard Wagner vindo da Roménia germanófona é um tipo inteligente e com ideias ? Pela amostra (nega haver interlocutores para um diálogo com o mundo muçulmano) nem uma coisa , nem outra é burro e neoconeiro, como o "sapateado" George "Chimp" Bush...Talvez nunca tenha tido lições de história, por exemplo..A minha pequena contribuição:

Pequena lição de História do Médio Oriente para ignorantes nazi-sionistas e neo-coneiros…

Os palestinianos são a população autóctone da Palestina, pelo menos há 4.000 anos. A sua religião maioritária até aos finais do séc. I foi o judaísmo, passando depois a ser o cristianismo (em todo o Médio Oriente e norte de Africa). Houve um fenómeno duplo de conversão religiosa (cristã) e de aculturação (helenística) que se repetiu seis séculos mais tarde, passando então a religião maioritária a ser o islão e a cultura a árabe. MAS O POVO É E FOI SEMPRE O MESMO. Só os ignorantes é que desconhecem o fenómeno da aculturação e imaginam que os “árabes” vieram todos de Meca !!! Meca era uma aldeia com umas centenas de beduínos… que não podiam povoar o vastíssimo império árabe do Indo aos Pirinéus. Os povos desses territórios não mudaram. Só que se converteram ao islão e assimilaram a cultura e lingua árabes. Também não foram os cidadãos de Roma que povoaram o também vastíssimo império Romano, mas os autóctones que se romanizaram a adoptaram o latim como lingua…Elementar…

Mas há mais… É que a maioria (90%) dos judeus de hoje, os askenazis nem sequer são semitas e oriundos, mesmo longinquamente da Palestina !!! Só a minoria sefardita pode invocar esse parentesco longinquo: são os descendentes dos poucos judeus do séc I que não se converteram ao cristianismo e foram expulsos por Tito no ano 70. Mas os palestinianos de hoje é que são os descendentes directos dos habitantes da Palestina do tempo de Cristo. O povo é ETNICAMENTE o mesmo. É semita. Só a religião dominante mudou duas vezes em 2.000 anos. E não perdem o parentesco de sangue pelo facto de os seus antepassados se terem convertido sucessivamente ao cristianismo e ao islão. Foram judeus (que é religião e não comunidade étnica) mas já não são. Mas continuam a ser semitas palestinianos. Sempre.

Os askenazins de pele e olhos claros são descendentes dos turcos khazares do antigo império Khazar, convertido ao judaísmo (séc VII-X) na região do Cáucaso, Ucrânia e Casaquistão (hoje), que foram depois empurrados pelos mongóis para a Polónia e Lituânia, berço dos askenazins medievais e dos quais descendem 90% dos judeus actuais e dos israelitas judeus. Não são semitas e NADA têm a ver com a Palestina. Também os filipinos são católicos e nem por isso têm a ver etnicamente com a terra de Jesus. Elementar…

Euroliberal disse...

Será que o nosso valente Wagner, vindo lá das berças romenas, ao dizer que não há interlocutores muçulmanos, está a antecipar com demasiado optimismo o resultado final do islamocídio (mais de 3 milhões, para já...) em curso desde 1948 ?

Ou seja, defenderá ele implicitamente uma Endlösung (solução final) da questão muçulmana ? Afinal ele tem ideias. Só que... nazis, bolas...

De facto, só no Iraque e Irão, os bushistas (o Pai, Filho e o Espírito santo de Telavive) massacraram, directa ou indirectamente, 3 MILHÔES DE MUÇULMANOS desde 1989:

-1 milhão na guerra Irão-Iraque em que os bushistas incentivaram e armaram o seu lacaio Saddam para invadir o Irão de Khomeini, o inimigo nº 1 do Grande Satã…

- 1 milhão de mortos (pelo menos) na Guerra de 1991 (iniciada quando o lacaio Saddam caiu numa armadilha amerricana: o embaixador deu-lhe luz verde para invadir o Koweit e depois atacaram-no, porque o que interessa é semear a discórdia e a destruição em terras islâmicas…) e no embargo 1991-2003 em que mesmo ao americanos admitem que pelo menos meio milhao de crianças morreram de fome, de doenças, de falta de medicamentos e dos efeitos do urânio empobrecido…

-1,2 milhão de mortos iraquianos desde a invasão dos terroristas cruzados em 2003 (crime de guerra e contra a humanidade passível do sabre…)

Entetanto os EUA foram vencidos e ridicularizaram-se militarmente, ficando sem poder de dissusão perante o Irão e a heróica resistência islãmica do Hezbollah e Hamas (que têm ido à tromba dos nazi-soionistas, e isto são só os acepipes..) e arruinaram-se economicamente. Em breve a Coboilândia será apenas a 4ª ou 5ª potência mundial… e todo o Médio Oriente ficará livre de terroristas cruzados e nazi-sionistas… O islamocídio será vingado com o sangue da neoconeiragem, a satânica escória da humanidade !

Euroliberal disse...

O Wagner deve ser grunho e
ateu, porque senão saberia que o Papa não tem dificuldades em encontrar interlocutores islâmicos. De facto, reuniu em Novembro em Roma um Forum católico muçulmano com 80 teólogos, 40 deles muçulmanos. Parece que face à frente evangélico-judaica se está a constituir uma frente católico-muçulmana...Sim, porque Deus é grande (ou Allah u Akbar) e o inimigo a bater, o relativismo moral jacobino-sionista, é o mesmo...

"Fórum inédito de diálogo católico-muçulmano reúne representantes islâmicos de diferentes correntes

CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 4 de novembro de 2008 (ZENIT.org).- Surge nestes dias em Roma uma inédita instância de diálogo, o Fórum Católico-Muçulmano, que pela primeira vez reúne representantes islâmicos – xiitas, sunitas e outros – dos diferentes países. A iniciativa foi instituída pelo Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-Religioso, que convocou a primeira sessão sobre o tema «Amor a Deus, amor ao próximo» de terça à quinta-feira. O encontro culminará com uma declaração comum e uma audiência com o Papa.

O evento terá duas linhas de aprofundamento, segundo informou nesta terça-feira a Sala de Imprensa da Santa Sé: o primeiro dia está dedicado aos «fundamentos teológicos e espirituais» e o segundo, à «dignidade da pessoa humana e o respeito mútuo». Cada um destes temas será apresentado do ponto de vista católico e muçulmano..."

http://www.zenit.org/article-19965?l=portuguese


Eu, católico e europeísta convicto, acho que Bento XVI, talvez o Papa com o melhor currículo intelectual de sempre, tem muito mais inteligência, ideias e credibilidade que o mongo neoconeiro vindo das berças da Roménia para soltar uns grunhidos islamófobos no ocidente... Penso eu de que...

Diogo disse...

Jon Stewart – A especulação de Wall Street, concerteza. A produção de Detroit, nem pensar!

Jon Stewart, do Daily Show, explica, com elevado sentido de humor, como o Congresso Americano emprestou, sem fazer perguntas, 700 mil milhões de dólares à indústria financeira, e se recusa a emprestar 25 mil milhões de dólares à indústria automóvel:


Jon Stewart: Há umas semanas, os presidentes da Ford, GM e Chrysler foram a Washington pedir 25 mil milhões de dólares no programa do Governo «Dinheiro para os Incompetentes». Mas não contavam apanhar o Senador Sherman.

Senador Sherman: Vou pedir aos três executivos que aqui estão para levantarem a mão, se vieram num vôo comercial. Que fique registado que nenhuma mão foi levantada. Em segundo lugar, peço-vos que levantem a mão se tencionam vender agora o vosso jacto privado, e voltarem para casa num vôo comercial. Que fique registado que nenhuma mão foi levantada.

(...)

Jon Stewart: Congresso, acho que sei o que se passa aqui. Deram 700 mil milhões de dólares à indústria financeira mas podem não dar à indústria automóvel 34 mil milhões porque não sabem exactamente o que a nossa indústria financeira faz, pois não? Portanto deram-lhes o dinheiro porque não querem parecer estúpidos.

O problema é o seguinte: a indústria automóvel tem um produto tangível e fácil de criticar. Os carros são mesmo assim. Até os maus são úteis. Mas vocês não vão salvar as pessoas que fabricam carros. Só vão salvar as pessoas que fazem empréstimos para comprar carros. Nem sequer empréstimos. As pessoas que vocês vão salvar fazem derivados de transferências de papel, que especulam sobre o futuro valor da vasta distribuição dos ditos empréstimos para a China.

Pronto, o modelo de negócio em Detroit é fraco. Sabemos que perdem 2 mil dólares por cada carro que vendem, mas Wall Street perdeu 7 biliões sem vender absolutamente nada! Pelo menos, quando Detroit perde dinheiro nós ganhamos carros!


VÍDEO (legendado em português)