quinta-feira, 20 de março de 2008

O grau zero

A avaliar pelo que se vê aqui, acho que não vale a pena continuar a discutir o que se discute aqui.

3 comentários:

Sofia Galvão disse...

Há um imenso e terrível abismo entre o mundo real e o plano em que continuamos a discutir ideias. Não há como iludi-lo.
E também nesse aspecto a Educação é paroxística. Por isso, no que à Educação respeita, cada vez acredito menos num futuro feito de soluções genéricas e abstractas fundadas na prevalência de qualquer registo teorético. Pelo contrário, a haver remédio, ele só poderá estar na proximidade e no concreto.
Por outras palavras, da 5 de Outubro nunca virá normativo que permita resolver a insolência histérica de uma menina malcriada ou o gáudio alarve de uma turma de galfarros indisciplinados. Mas talvez possa exigir-se a cada escola uma cultura e uma atitude capazes de superar a lamentável ausência de uma pauta de conduta susceptível de infundir o sentido do respeito e de, a essa luz, enquadrar direitos e deveres de professores e alunos.

Manuel S. Fonseca disse...

É curioso, os paleoantropólogos Brian Richmond e William Junkers concluiram, após análise de um fémur de hominideo encontrado no Quénia - o 'Orrorin tugenensis' - que há 6 milhões de anos que os hominídeos caminham erectos. Imagine Pedro, e ainda por cima para uma optimista desarvorado como eu, o golpe que foi descobrir o desmentido "científico" que este seu vídeo atesta. Haverá esperança?

Pedro Lains disse...

É preciso todavia saber ver a floresta.