sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Turcos e americanos

Desde há muitos anos que digo que os Estados Unidos iriam mudar a sua política de complacência em relação à Turquia.

Perceberam desde há alguns anos que é aliado pouco fiável, com a população mais visceralmente anti-americana de entre os seus aliados e com as elites (nacionalistas e islamistas confundidos) menos amantes dos americanos.

As máquinas de propaganda, pelo seu peso, têm uma grande inércia e é evidente que a máquina diplomática e institucional dos americanos favorável à Turquia não cederá facilmente.

O que me interessa aqui realçar são no entanto dois aspectos:
a) O desfasamento entre os esbirros dos americanos favoráveis a adesão turca à União Europeia e o que se passa nos Estados Unidos
b) A reacção futura desses esbirros a este começo de inflexão (começo, porque vem do congresso apenas e não do Governo americano, e mesmo assim ainda timidamente da política americana.

Em termos mais simples: os comentadores políticos que pululam sobretudo em Portugal e que dizem um permanente ámen aos Estados Unidos ficarão cada vez mais divididos entre o seu apoio à adesão turca e a sua fidelidade aos americanos. Esperemos que estes recebam instruções do Komintern americano para deixarem de dizer dislates. Levará o seu tempo, porque vivem na ilusão de que têm opinião própria.

1 comentários:

Euroliberal disse...

Os militares americanos podem ser obrigados a desencadear um 25 de Abril caso os “crazies” da Casa Branca ordenem um ataque ao Irão !

‘Many in the US military think Bush and Cheney are out of control’
In an interview with SPIEGEL ONLINE, the Amsterdam-based military historian Gabriel Kolko argues that ‘Many in the US military think Bush and Cheney are out of control.’

SPIEGEL ONLINE: Mr. Kolko, editorials in US papers like the Wall Street Journal, the Weekly Standard and the National Review are pushing for military action against Iran. How does the leadership in the US military view such a conflict?

Gabriel Kolko: The American military is stretched to the limit. They are losing both wars in Iraq and Afghanistan. Everything is being sacrificed for these wars: money, equipment in Asia, American military power globally, etc. Where and how can they fight yet another? The Pentagon is short of money for procurement, and that is what so many people in the military bureaucracy live for. The situation will be far worse in the event of a war with Iran.

Many in the American military have learned the fundamental dilemma of modern warfare: More money and better weapons don’t mean that you win. IEDs, which cost so little to make, are defeating a military which spends billions of dollars per month. IEDS are so adaptable that each new strategy developed by the United States to counter them is answered by the Iraqi insurgents. The Israelis were also never quite able to counter IEDs. One report quotes an Israeli military engineer who said the

SPIEGEL ONLINE: Are people in the Pentagon getting nervous about how influential voices in the White House continue to push for conflict with Iran?

Kolko: Many in the US military think Bush and Cheney are out of control. They are rebelling against Bush and Cheney. Washington Post reporter Dana Priest recently said in an interview that she believed the US military would revolt and refuse to fly missions against Iran if the White House issued such orders.