sexta-feira, 15 de maio de 2009

i?

Desci para comprar o jornal, o que já faço raramente por causa da Internet, e ia comprar o "Público" quando me lembrei que afinal havia outro. E pedi. A resposta ao meu pedido foi: o quê? Importa-se de repetir? Eu insisti da melhor forma que pude: queria-o-i por favor. Também podia ter tentado: tem-o-i? Mas lá o consegui o i.
Mas isto é nome de jornal? Não há uma escola de dar nomes? Ou foi de propósito para que houvesse reacções como a minha? Fora isso, parece um bom jornal e os 10 primeiros minutos que passei com o dito foram agradáveis. Uma boa crónica (um bocadinho socialista, digamos) do Pedro Lomba, boas fotografias, uma ou duas reportagens de fundo que parecem interessantes, agrafado, política doméstica qb sem ser em excesso, e mais.
Era bom que fosse bom porque apesar de tudo é bom ler jornais.

10 comentários:

Táxi Pluvioso disse...

A Internet facilitaria a vida às senhoras a cumprirem as suas tarefas. bfds

Sofia Rocha disse...

Pedro,
Hoje ao ler essa crónica de Pedro Lomba, a par da revisitação de Marx da semana passada, também o achei profundamente socialista.
Sobretudo quando no fim diz que é ao Estado e à sociedade que cabe "arranjar" emprego e/ou ocupação para toda a gente.

Pedro Lains disse...

Cara Sofia,
Sim, é mais ou menos isso que ele diz, mas devo dizer que concordo, pelo menos na parte da "sociedade". Estava um pouco a gozar com o PL.
Bjs,
P

Rosário Moreira disse...

A gozar ou não, concordo que é socialista...é pena sim senhor, porque é sempre bom ler jornais...mas não mais do mesmo. Não sei, mas parece-me que ainda não foi desta que foi bom

Sofia Rocha disse...

Embirro um bocadinho com o verbo "arranjar" nesta acepção.
Talvez por causa de uma certa história, que dava um post.
Com certeza que é defeito meu.

Pedro Lomba disse...

Já que fui identificado como "socialista" pelo Pedro e pela Sofia, acrescento um ponto. Falou-se muito esta semana do James Q. Wilson por causa da teoria das "janelas partidas". Esqueceu-se que uma aspecto fundamental do James Q. Wilson é análise que ele faz entre os custos do crime e os benefícios do não-crime. Ora, o Wilson, insuspeito de "socialismo" diz no livro dele "Thinking about crime":

"I believe the wisest course of action for society is to try simultaneously to increase both the benefits of noncrime and the costs of crime, all the while bearing in mind that no feasible changes in either part of the equation is likely to produce big changes in crime rates".

Ou seja, esqueçam as explicações unidimensionais.

Abraços

Miguel Poiares Maduro disse...

Caros Pedros e Sofia,

Desculpem a ortografia mas isto e um comoutador de aeroporto...
Os labour na primeira eleicao tinham um slogan brilhante que reflecte exactamente o que o Pedro defende:
Though on crime, though on the causes of crime!

Miguel Poiares Maduro disse...

Upsss, Nao e though e
tough on crime, tough on the causes of crime"

Pedro Lains disse...

Claro. As coisas com um só sentido não têm sentido. Há sempre pelo menos dois lados para uma história. E gostei que o Pedro levasse isso em conta na sua crónica. Apareceu como surpresa ao lê-la mas isso porque nunca tinha lido nada dele sobre temas destes. Mas a verdade é que a culpa não é singular. E isso tem de ser visto nos remédios. O contrário chama-se demonização, certo? Abraços,
P

Carlos Jalali disse...

Bem lembrado, Miguel. Aliás, esse slogan foi decisivo na carreira do Tony Blair. Ele celebrizou-o quando ainda era shadow Home Secretary (na altura o líder dos Trabalhistas era o John Smith), e isso aumentou substancialmente o seu capital político, ajudando-o a posicionar-se pouco depois na corrida à sucessão de Smith.

Ironicamente, o autor do slogan foi Gordon Brown. Brown esperava suceder Smith (era shadow Chancellor na altura), e viu-se ultrapassado pelo fenómeno Blair, que a sua frase ajudou a criar (num comentário tipicamente British, um aliado do Brown terá dito que "Brown really believes both bits [of the slogan] - unlike Blair").

Acima de tudo, esta é a frase que melhor sintetiza a "Terceira Via" do centro-esquerda durante a década de 90. E a frase também chegou a Portugal: ainda me lembro de António Guterres a ter usado (em "versão portuguesa") num debate com Fernando Nogueira antes das legislativas de 1995...