segunda-feira, 9 de março de 2009

O cúmulo

O militante socialista José Vieira da Silva, secretário ncional do PS, vai, enquanto dirigente partidário, coordenar o processo eleitoral do presente ano: europeias, autárquicas e legislativas.

O assunto não me diria respeito se o militante José Vieira da Silva não fosse simultaneamente o ministro do Trabalho e da Solidariedade Social do meu país. Das duas uma: ou o dia do ministro tem 48 horas, ou o número de desempregados não lhe preenche suficientemente o dia.

7 comentários:

Carlos Santos disse...

Deve ser a última.
No seu país as pessoas têm tempo de denegrir o trabalho dos outros como forma de atingir os autores, sem quaisquer argumentos que não a falta de capacidade para um diálogo sério que se tenha tentado manter. Isto é grave.
O meu país é o seu.
Se quiser saber do que falo, e dos putos que nos governarão amanhã:
http://ovalordasideias.blogspot.com/2009/03/denuncia-ataques-gratuitos-de-miudos.html

lusibero disse...

"Eles comem tudo
eles comem tudo
eles comem tudo
e não deixam nada"

Anónimo disse...

miesodfExcelente reflexão, esta, a da preclara dr.ª Sofia. Ao nível, de resto, a que nos habituou. Quer dizer: o militante socialista José Vieira da Silva, lá por que é ministro do Trabalho, está impedido de ter actividade partidária - porque, porventura culpado da taxa de desemprego, tem que permanecer no ministério de sol a sol. Um corrécio, este ministro! Qualquer dia ainda o encontram numa sala de cinema... Mas isto vai mudar, vai, vai! A dr.ª Ferreira Leite não é mulher para consentir que os seus ajudantes percam tempo com tarefas partidárias.

tric disse...

"Quer dizer: o militante socialista José Vieira da Silva, lá por que é ministro do Trabalho, está impedido de ter actividade partidária - porque, porventura culpado da taxa de desemprego, tem que permanecer no ministério de sol a sol."

de sol a sol !! e acha que é pedir pouco nos tempos que correm...

Jorge Buescu disse...

Obrigado Sofia. É inaceitável que ministros ccordenem processos eleitorais, ou que presidentes de Câmara sejam comentadores residentes em programas de TV. Quaisquer que sejam os seus partidos. Para lá dos argumentos utilizados, na cultura anglo-saxónica chama-se "conflict of interest". É uma cultura que falta entre nós. E é pena.

bilaxa disse...

Cuidado Sofia.
Olhe que isso é campanha negra!
E como sabemos, que quem se mete com o PS leva...

Anónimo disse...

O Bilaxa não diga isso à dr.ª Sofia, não vá ela acreditar e deixar de escrever...