sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

60% de muito pouco

Vai começar daqui a pouco o Congresso do PS.
Por causa disso, analistas e politólogos repetem a fórmula de que a esquerda tem em Portugal 60% ( PS - 40%; PCP - 10%, BE - 10%) e a direita 40%.

Eu digo que é 60% de muito pouco.

A abstenção é muito alta. É isso que em preocupa. Como chegámos aqui? Porque é que tantos portugueses estão distantes da política? Porque já não votam? Porque deixaram de se interessar?

Obrigatoriamente os partidos têm de olhar, neste ano de três eleições, para o país e para os portugueses e compreender que não podem governar contra as pessoas ou sem elas.

7 comentários:

QP disse...

É exactamente pela preoucpação que enuncia, que um grande grupo de pessoas afastadas da política se pôs a caminho, há cerca de um ano, e fundou o MEP (www.mep.pt), que irá participar nas várias eleições de 2009.

JPCC
http://www.mep.pt/melhorepossivel.html

Anónimo disse...

Mas o que é isto? Propaganda política na caixa de comentários? Cuidado com os salvadores da pátria. Já tivemos um - e o resultado não foi nada famoso.

QP disse...

Mas alguém falou em salvadores da pátria? Já agora, o Anónimo acha que não devem ser permitidos novos partidos? Se um conjunto de pessoas válidas entende que pode dar um contributo positivo na política portuguesa, e não se revê no quadro e prática partidárias vigentes (partilhando este sentimento, aliás, com muitos dos mais afamados comentadores políticos, alguns dos quais membros dos próprios partidos que comentam...), estar-lhe-á porventura vedado arregaçar as mangas, começar um partido do zero, e apresentar aos portugueses uma nova proposta política, sujeitando-se, como os outros partidos, ao único teste ou exame legítimo, que é o das eleições democráticas? E o Anónimo acha que será desadequado chamar a atenção para um novo partido político (de que faço parte) na caixa de comentários de um blogue de opinião (também) política?
Cumprimentos cordiais,
Joaquim Pedro Cardoso da Costa
(www.mep.pt/melhorepossivel.html)

Anónimo disse...

Resposta a QP

Vamos por pontos, que é para perceber melhor

1 - É de néscio tentar discutir sobre a "permissão" de criar de partidos políticos. Nrm lhe respodo à pergunta imbecil se não devem ser criados partidos políticos.

2 - Uma coisa é ter opinião política. Outra é ter opinião partidária. A opinião política não se esgota no partido. Não sei se me faço entender... Dou-lhe um exemplo: a minha opinião política pode não coincidir sempre com a do meu partido.

3 - É de facto um abuso fazer campanha partidária - seja qual for o partido, velho ou novo - na caixa de comentários de um blogue.

3 - O nível do comentário que deixou é revelador da natureza do novo partido.

Passe bem. E, por favor, vamos ficar por aqui. É que é um abuso utilizar para isto a caixa de comentários

Pedro Lains disse...

Por mim, que seja bem-vinda a referência que o QP fez ao MEP aqui na caixa de comentários do blog. Não sou alinhado, mas estas iniciativas têm para mim valor e só valem se houver divulgação.

Maria de Fátima disse...

Viva!
Gostava de recolher opiniões sobre este texto
agradeço e desejo um bom domingo

QP disse...

Realmente, o tom da resposta do Anónimo impõe que fiquemos por aqui.
JPCC