domingo, 24 de agosto de 2008

Sentido de Humor

Com fulgurante ironia, de dedo apontado à reserva de Sócrates sobre a criminalidade que campeia nas ruas, a habitual crónica da Manuela Ferreira Leite no caderno de economia do "Expresso" intitula-se "Silêncio Alarmante".
Se o título for da autoria da própria quero já registar o meu deslumbrado apreço pelo sentido de humor da líder da oposição.
O "Expresso" não quis, aliás, ficar-lhe atrás e, lá bem no coração do seu caderno principal, dedica-lhe um outro artigo com título à maneira do velho "Independente", e cito, "Maria Silenciosa".
Haverá por aí, no meio da sala ou no meio da rua, alguém a querer dizer qualquer coisa?

6 comentários:

Jorge Buescu disse...

...um silêncio ensurdecedor...

CASUAL FRIDAY disse...

MFL não foi eleita presidente do PSD para ficar em casa, em silêncio. Por isso, é certeira a crítica de fundo de Menezes, à excepção de que Menezes é a ultima pessoa com autoridade moral para a criticar: se não fora o péssimo desempenho dele como líder, MFL não seria hoje a presidente do PSD.
Mas, MFL anunciou logo de ínicio que não falaria, no sentido de que, ao contrário de outros antecessores, não se deixaria enredar na teia de anúncios, réplicas, e contraditas mesquinhas do cenário político dos últimos tempos. Percebe-se a sua estratégia de, a cerca de um ano de distância das eleições, deixar o governo PS desgastar-se sozinho.
Por outro lado, MFL foi eleita sem programa e sem equipa: ao longo deste tempo congregou o seu team, e vem preparando o seu projecto. E percebe-se que a esta distância MFL não queira ainda apresentar soluções e propostas para as questões da actualidade. Esse é o papel do Governo, que claramente o vem desempenhando mal. E MFL não quer dar soluções e oferecer respostas ao PS.
Sobretudo, MFL não quer que as atenções do eleitorado se desviem da crise e das insuficiências do Governo PS para se focarem no debate PSD-PS. Ainda não é o momento para tal.
O momento actual é propício a deixar o governo PS sozinho na arena numa pega de caras ao touro da crise económica e da vaga de crimes… e com MFL a assistir na primeira fila da bancada….. esfíngica.
Mas, digo eu, assistir de bancada só, não pode ser. Não basta. É preciso vaiar o toureiro.
Até porque há razões de sobra.

Inez Dentinho disse...

Casual Friday tem um comentário sensato mas o País sente, de facto, uma orfandade na crítica à governação de José Sócrates.
Portas tenta o impossível.
Louçã, o possíbilitado por um PCP agarrado à cassete pré-gorbatcheviana.
O PSD tem a faca e o queijo na mão em matéria de «olhar esperançoso» do Povo em geral e da minha pessoa, em particular.
Manuela Ferreira Leite será muitíssimo ouvida quando falar. Esse o maior desafio da sua liderança. Foi a própria líder que se colocou na posição de vida ou morte política.

Ricardo Campos disse...

SILÊNCIO… QUE VAMOS CONTINUAR A CANTAR ESTE TRISTE FADO!
Estou num tempo em que nada me apetece comentar sobre este partido perdido, que faz caminho contra a sua própria natureza.
Uma natureza que sempre foi de inconformismo, de ousadia e de ambição.
Uma natureza própria de um Partido que nascido de Portugal, sempre sentiu uma legitimidade especial para lutar por todos aqueles que vivem nesta terra de que tanto gostamos.
Um Partido sem medos, porque tinha um projecto. Um Partido que tinha os melhores, e que os sabia mobilizar para as lutas que travámos e que muitas vezes vencemos. Um Partido que nunca se escondeu em trincheiras, porque sabia que tinha de trabalhar para encontrar soluções e mobilizar as pessoas para os desafios que foram e continuam a ser tantos.
Hoje, enquanto passava numa pequena aldeia deste nosso interior cada vez mais desertificado e carente, lá estavam ainda, em tinta esbatida pelo tempo, frases que insultavam o PPD e o seu fundador, Francisco Sá Carneiro, frases que os trinta anos que passaram não conseguiram apagar.
Embora não tenha vivido esse tempo, lembro-me que certamente não teria sido com silêncios estratégicos, que por essa altura os nossos fundadores - Sá Carneiro, Pinto Balsemão e outros, lutaram pela liberdade muito antes de termos conseguido alcançá-la; que libertámos o país da ilusão de liberdade trazida pelo partido comunista e que mais tarde abrimos os caminhos para a entrada no projecto Europeu; não foi também assim, que durante dez anos recuperámos níveis de escolaridade, modernizámos o país e crescemos ao ritmo dos países mais desenvolvidos da Europa.
Sempre fomos um partido de luta e não de resignação, de afirmação e não de omissão, de projectos e não de banalidades.
Pouco mais direi, porque é tempo de respeitar quem ganhou em Maio último.
Na certeza porém, que projectos para os problemas que temos não se fazem em três meses e a martelo, e que o PSD de hoje marca passo, se esconde, à espera de se reencontrar de novo com a sua história e com a sua natureza.
Enquanto isso, há um triste fado que se ouve um pouco por todo o lado.
Ricardo Campos.

Miguel Vaz Serra disse...

É pena ainda estarmos, de certa forma,á espera que essa Senhora faça ou diga algo á altura do Partido que por força das circunstâncias lidera,creio sem que ela mesma saiba como..mas enfim....
Nunca na história de democracia,tão curta mas sumarenta,houve uma situação assim.O País em crise quase existencial,com um PM como mínimo,alarmantemente obsecado com o controlo de tudo e todos á boa maneira do Estado Novo e o líder da oposição a brincar aos recadinhos por "Expresso"....lamentável,intolerável,amedrontador,perigoso..mais quando se sabe que Manuela está "deleitada" com a Politica do Senhor Pinto de Sousa........

totodasbersas disse...

Zeulália EndRey Tamysto, a Endireita

Até pode ser verdade que o Endireita do Fundão tenha umas mãos habilidosas, consiga endireitar uns ossitos e até meta inveja a muitos ortopedistas que os únicos ossos que viram foi numa radiografia e nunca endireitaram nada na vida a não ser essa mesma radiografia quando vem meio amarrotada do raio X, o que leva muitos a pensar que o fémur radiografado está todo partido, mas não entreguemos o esqueleto a quem tem passado a vida a endireitar cornos às ovelhas e a cabras da serra da Gardunha. Zeulália EndRey Tamysto, uma suculenta jeitosa com as medidas certas e um par de mamadeiras bastante avantajado, que por acaso viu a reportagem da SIC sobre esse tal Endireita enquanto endireitava a imagem da TV que teimava em distorcer a realidade, abanou a cabeça negativamente enquanto soltava uns “tsss’s, tsss’s” desdenhosos, que é como quem diz nem pensar, é treta, eu é que sei! E será mesmo? Zeulália reafirma e dispara, “Olhe, esse Pobre homem nem a gaita de um barrasco priáptico endireitava; a única coisa que ele é bem capaz de fazer é endireitar os tais ossinhos das ovelhas e até os de algumas lesmas e minhocas, mas isso é muito pouco para um(a) ENDIREITA. Eu é que sou dotada em toda a plenitude do termo e garanto que endireito tudo que esteja torto, desde bananas a narizes de falcão e até arco-íris”.
Sabe-se que pelos corredores dos circuitos políticos, económicos, sociais e do submundo criminal de apoio ao poder, o nome de Madame Zeulália EndRey Tamysto é sussurrado num clima de mistério e esperança para a salvação dos tachinhos para uns e tachões para outros; por outro lado, a parte mais entortada da sociedade reza para que a endireite, endireitando tanto os da direita como os tortos da esquerda e mantenha o centro alinhadinho com o direito de serem o que quiserem logo que não se cheguem muito ao pessoal trabalhador que tudo faz para endireitar o orçamento familiar ao mesmo tempo que se deixa entortar pelos bancos privados que entortaram mais que uma cepa velha ou um nó intestinal.
Madame Zeulália promete que se lhe levarem a IP5, a estrada mais perigosa do país que entorta para todos os lados mais parecendo uma recta muito curta na direcção do terra-farta por cima do bem-fundo, a endireita com dois dedinhos nas curvas. “Palavra de Endireita, que a endireita"! Já quanto à linha do TUA, ela garante que não é dela nem de ninguém (minha também não é) mas que não se importa de dar-lhe um jeito se o Ministro das Obras Públicas, Mário Lino, deixar endireitar uns parafusos soltos na cabeça de quem quer acabar com aquela linha amarrotada no bolso para que o direito às barragens prevaleça por cima do direito a qualquer indemnização a quem por direito tinha direito a que a justiça seguisse por linhas direitas. Zeulália EndRey Tamysto, recorda que endireitar estas mentalidades tortuosas, são, para ela, uma brincadeira de crianças; “ Tinha eu doze aninhos quando um Endireita pedófilo lá da vizinhança, que não conseguia endireitar nada nem pôr nada no sítio, me pediu ajuda e foi nessa altura que descobri este meu dom de endireitar os coisos; ainda nem sequer tinha acabado de lhe abrir a braguilha e já eu lhe tinha endireitado o problema. A partir daí, foi sempre a endireitar tudo que era torto, descaído, mole, pingão ou mortiço”. Assim se compreende a muito disputada habilidade de EndRey Tamysto para endireitar canalhada e até olhos vesgos que não conseguem ver direito as linhas tortas pelas quais Deus escreve.
Conseguirá, Madame Zeulália, endireitar o Governo depois do fracasso que foi a tentativa do Endireita do Fundão endireitar o PSD e restante oposição? Os portugueses temem pelo primeiro fracasso da milagrosa Endireita.