domingo, 24 de agosto de 2008

Redenção Trotskista




«O que a sensatez exige é que o Estado e a Lei não se metam no que não é do Estado e da Lei». Quem terá proferido tão sensatas palavras? Locke? Montesquieu? Hayek?
Pasmo! Espanto! Comoção! Louçã, «lui-même»!
Mais duas ou três destas e estou disposto a ceder-lhe o meu lugar, aqui no Geração de 60.

12 comentários:

Manuel S. Fonseca disse...

Presumo, Pedro, que esse avatar da modernidade e do liberalismo que era Trotsky esteja a chicotear as duas irmãs sem que o Estado ou a Lei tivesse metido prego ou estopa na coisa. E porquê? Algum casamento uniltareal?

Manuel S. Fonseca disse...

Leia-se a última palavra como deve ser: unilateral.

Pedro Norton disse...

Manuel,
Custa-me constatar que você anda a perder qualidades. As meninas não são apenas irmãs. São gémeas. Não se vê logo?

Manuel S. Fonseca disse...

Pedro,
Permitindo-se seguir a linha de comentário abjeccionista: tenho fundadas dúvidas.

Sofia Galvão disse...

Mas quem é que disse ao Pedro que o lugar dele era disponível?! Que bicho lhe mordeu?...
Ele há graças sem graça nenhuma.

Pedro Norton disse...

Sofia: você está a fugir à questão que verdadeiramente interessa. São ou não são gémeas?

Inez Dentinho disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Inez Dentinho disse...

Sim, são gémeas no infortúnio. Com tantos homens ali para as defender...

Ricardo Campos disse...

SILÊNCIO… QUE VAMOS CONTINUAR A CANTAR ESTE TRISTE FADO!
Estou num tempo em que nada me apetece comentar sobre este partido perdido, que faz caminho contra a sua própria natureza.
Uma natureza que sempre foi de inconformismo, de ousadia e de ambição.
Uma natureza própria de um Partido que nascido de Portugal, sempre sentiu uma legitimidade especial para lutar por todos aqueles que vivem nesta terra de que tanto gostamos.
Um Partido sem medos, porque tinha um projecto. Um Partido que tinha os melhores, e que os sabia mobilizar para as lutas que travámos e que muitas vezes vencemos. Um Partido que nunca se escondeu em trincheiras, porque sabia que tinha de trabalhar para encontrar soluções e mobilizar as pessoas para os desafios que foram e continuam a ser tantos.
Hoje, enquanto passava numa pequena aldeia deste nosso interior cada vez mais desertificado e carente, lá estavam ainda, em tinta esbatida pelo tempo, frases que insultavam o PPD e o seu fundador, Francisco Sá Carneiro, frases que os trinta anos que passaram não conseguiram apagar.
Embora não tenha vivido esse tempo, lembro-me que certamente não teria sido com silêncios estratégicos, que por essa altura os nossos fundadores - Sá Carneiro, Pinto Balsemão e outros, lutaram pela liberdade muito antes de termos conseguido alcançá-la; que libertámos o país da ilusão de liberdade trazida pelo partido comunista e que mais tarde abrimos os caminhos para a entrada no projecto Europeu; não foi também assim, que durante dez anos recuperámos níveis de escolaridade, modernizámos o país e crescemos ao ritmo dos países mais desenvolvidos da Europa.
Sempre fomos um partido de luta e não de resignação, de afirmação e não de omissão, de projectos e não de banalidades.
Pouco mais direi, porque é tempo de respeitar quem ganhou em Maio último.
Na certeza porém, que projectos para os problemas que temos não se fazem em três meses e a martelo, e que o PSD de hoje marca passo, se esconde, à espera de se reencontrar de novo com a sua história e com a sua natureza.
Enquanto isso, há um triste fado que se ouve um pouco por todo o lado.
Ricardo Campos.

Pedro Norton disse...

Muito bem Ricardo. Mas pergunto-me o que é que tudo isso tem a ver com o Louçã ou com os dois tristes rabos em epígrafe...

Gonçalo Pistacchini Moita disse...

Não são gémeas. É mãe e filha.

Ricardo Campos disse...

Pedro, o meu 'comment' não tem nada a ver, o que acontece é que por lapso publiquei no post errado (era no anterior de Manuel Fonseca). Sinceras desculpas.
Quanto ao seu POST, e depois de ver a imagem e comentários, garanto-vos que são gémeas apenas na humilhação. Quanto aos Louçãs de Portugal, vão continuando a ter as bases de apoio que têm, servindo apenas para fazer os necessários check&balances - fundamentais em Democracia.
Ricardo Campos.