segunda-feira, 18 de março de 2013

A credibilidade conhece resultados que as previsões desconhecem



Victor Gaspar não é astrólogo, como diz Marcelo Rebelo de Sousa. Por isso, não pode «adivinhar as previsões». Como ninguém pode. Ontem mesmo Jorge Jesus dizia depois da vitória do Benfica: «Sou Jesus mas não sou bruxo!».
O vício está nesta ideia, que veio das empresas para a política, de governar para objectivos quantificáveis. O que é difícil, mas possível, numa unidade fabril ou numa nota de encomendas não se verifica num País, integrado numa União Política e Monetária que, por sua vez, opera num mundo global.
Victor Gaspar é um excelente técnico e um político ímpar porque consegue estabelecer um rumo e ter a coragem de o prosseguir, dando sentido aos sacrifícios dos que percorrem esse caminho. Consegue assim - não imediatamente os índices e percentagens que todos desejariam - mas uma realidade igualmente tangível, embora menos visível, que é a credibilidade.
Com ela se baixam as taxas de juro. Com ela se alcançam novos prazos para empréstimos. Com ela se concluem negociações (ao contrário do que acontece na Grécia).
Conclusão: a credibilidade dá mais resultados do que as previsões.



2 comentários:

Antonio Alfaro disse...

Acredito que possa ser um excelente técnico!!..só!!

miguel vaz serra....... disse...

Querida Inez
Victor Gaspar é o Secretário de Estado das Finanças para Portugal do Ministro Wolfang Schäuble e ainda lhe empurra a cadeirinha e se necessário lava-lhe o dito cujo com água de rosas.
Não tem personalidade alguma, é arrogante, tem complexo de superioridade ( o pior defeito que um homem pode ter ) e se me lembro bem, fez cair o Ministro das Finanças de Cavaco porque errou toda e qualquer previsão na época quando era "um técnico muito bom" lá no Ministério.
Tal como Passos Coelho, não estão de forma alguma à altura do imenso trabalho que tinham pela frente mas como todos os curtos de mente, nem isso vêem.
É assim. Simples e curto.Claro como água e não há volta a dar.
Temos um número e e um número dois de um Governo com tiques de ditadura,tal como o malandro da Covilhã tinha, que não prestam, que devem sair "ontem" e que ficarão na história de Portugal como os piores gestores públicos jamais imaginados desde a fundação da Nação.
São perigosos porque cegos.
São indesejáveis porque surdos.
São lamentáveis porque mentirosos.
Quero ver como vamos reagir quando nos disserem que farão o mesmo que no Chipre!!!