sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Contra factos, espero argumentos



Lisboa merece que abram espaços verdes ao público como os 43 ha da Quinta das Conchas e dos Lilases no Lumiar e no Arco do Cego (onde estava um terminal rodoviário); Lisboa precisa de reabilitar o edificado, como na Rua da Madalena e em São Bento, exemplos da inversão da tendência um pouco por toda a cidade - da nova contrução para a recuperação do edificado antigo; Lisboa pede bairros históricos fechados ao trânsito como Bairro Alto, Alfama, Santa Catarina e Bica; os nossos monumentos ganham em ser restaurados como as igrejas de Santa Catarina, Menino de Deus, Mártires, São Nicolau, Encarnação e Conceição ou a Sinagoga do Rato; Lisboa requer parques de estacionamento para os moradores no centro como Santos, Calçada do Combro, Portas do Sol, São Bento, Praça de Londres etc; Monsanto é entregue às famílias como um espaço seguro e equipado para desporto e recreio; os grandes arquitectos internacionais, como Norman Foster, Jean Nouvel e Frank Ghery, podem assinar obras em Lisboa atraindo à Capital o cosmopolitismo para que está vocacionada; os ciganos do gueto do Vale do Forno também têm direito a casas; o Tribunal de Contas recocnhece a recuperação das contas da CML (entre 2002-05)apesar na Lei das Finanças Locais de 2002 impedir novos empréstimos, apesar dos imperativos que excluem Lisboa e Vale do Tejo de benefícios europeus e, ainda, apesar do rombo deixado pela governação socialista na dívida da CML à Expo; Lisboa deve conduzir a união das cidades capitais que falam português com obras significativas que construam no terreno um novo universalismo lusófono; Lisboa pode receber com competência eventos internacionais como o Paris Dakar, o Rock in Rio, o Euro 2004, a Experimenta Design etc; Lisboa é obrigada a desenvolver uma vida de bairro com carrinhas LX-porta-a-porta para os que menos podem andar, com sete novas piscinas municipais e quatro mercados integralmente recuperados; Lisboa precisa de ver desenhados com qualidade os espaços imensos de Alcântara e do aterro da Belavista.
Tudo isto - e mais, que em cima da hora não consigo lembrar-me - foi feito em apenas 3 anos por Pedro Santana Lopes. Digam o que disserem, tudo isto foi mesmo feito com uma determinação, visão e consequência a que Carmona e Costa não corresponderam.
Contra estes factos, espero argumentos.

7 comentários:

aviador disse...

Inês, tem a certeza do que está a dizer?

Como agora todos gostam de afirmar "EXIGO" que prove o que diz!

Ou estará "empregada" em qualquer Cunha Vaz da nossa praça?

Inez Dentinho disse...

Exmo Senhor Aviador
Agradeço o seu comentário e com simpatia lhe digo que um eventual preconceito ou o seu desconhecimento não fazem a dúvida sobre o que digo.
Circule pela cidade, ligue-se ao Tribunal de Contas, fale com os párocos da Baixa e a Comunidade Israelita de Lisboa, recupere dados na hemeroteca ou nos serviços da CML e verá que estou certa. Se der a volta pelos jardins, piscinas, parques de estacionamento etc lá verá afixada a habitual placa do protagonismo político da obra. Mas a minha palavra costuma bastar como prova do que digo.
E mais haveria o que dizer: a construção dos três túneis - Marquês, Rêgo e Infante D. Henrique; a negociação da avultada verba que reverte para a CML do novo Casino instalado na Expo; a recuperação pela CML do Fundo Remanescente para a Reconstrução do Chiado (cerca de 14 milhões de contos que reverteríam para o Estado por falta de uso anterior) e respectiva aplicação em edifícios emblemáticos como o Grémio Literário, o Confepele ou o Círculo Eça de Queirós entre múltiplos no Chiado; a reestruturação integral dos serviços da CML; o plano de repovoamento do centro para pessoas com menos de 35 anos; o parque de estacionamento no largo das Mercês; a abertura do Parque Bensaúde; o regresso das flores à Av. da Liberdade; a requalificação do espaço público nos bairros sociais; a excelente programação cultural do S.Luiz (com Salavisa) e da Casa Fernando Pessoa (com Clara Ferreira Alves) e a reedição da revista Tabacaria; o lançamento da Biblioteca Central dos Arquivos no Vale de Santo António; a reabertura do Museu Rafael Bordalo Pinheiro; a nova Feira do Relógio etc.

Inez Dentinho disse...

Só um detalhe: não estou, não estive e espero não vir a estar empregada numa qualquer agência de comunicação. Falo por mim, testemunho directo de quem trabalhou na CML entre 2002 e 2005.

Anónimo disse...

A objectividade está ausente do seu discurso.
É nornmal se foi uma das prtogaonistas dessa época da C.M.L
Como é que quer ser levada a sério se afirma ter trabalhado durante esse período na C.M.L ?

Ricardo Campos disse...

Olá Inez, quanto tempo, hein!

Um ‘comment’ rápido, para felicitar o seu texto e concluir o quanto estava certo o título que para ele escolheu - “Contra Factos, Espero Argumentos!” – aí estão os argumentos - gratuitos, ocos e com ofensas pessoais.
Um dia Sêneca afirmou que os homens podiam dividir-se em dois grupos, os que “seguem em frente e fazem alguma coisa e os que vão atrás a criticar.”

Na política como na vida, sempre admirei e sempre me inspirei naqueles que seguem em frente.

E perante a descrição factual tão objectiva do seu post, não terá ninguém a rebater o rasto de obra que em tão pouco tempo PSL deixou em Lisboa, é com toda a certeza mérito dele, mas como ninguém ganha nada sozinho, será também de quem com ele de perto colaborou.

Virão agora, os comentadores e avaliadores da moral dos outros, autoproclamados guardiões da verdade – destilar inveja e contar criativas histórias.
O povo não os ouvirá, porque ao povo eles nunca nada deram.

Ficarei muito feliz se PSL avançar para Lisboa, sobretudo pela cidade e pelo concelho – que será novamente mais feliz, depois destes anos de nevoeiro, intensificados pelo inconsequente Presidente Costa.

O azeite, como é natural, está a vir ao de cima.
E alguém vai mesmo aprender, onde está a boa moeda.

Bjs e Até Breve,
Ricardo Campos
ricardo@riportico.com

Ricardo Campos disse...

Olá Inez, cá estou novamente.

Comment para o texto de Pedro Norton - Who wants you ?, aqui reproduza porque citei este seu texto.

Bj
Ricardo

"

Caro Pedro Norton,

Que capacidade impressionante que tem a sua retórica em dissimular os factos e ocultar virtudes, no sentido de afirmar a verdade que melhor ressalta deste seu post – a de que não morre de amores pelo Dr. Santana Lopes.

Numa coisa concordaremos, a crise que vivemos no Mundo é muito mais importante que, a este tempo, discutir a possibilidade de PSL vir a ser candidato a Presidente da Câmara de Lisboa.

Mas agora, com o devido respeito por quem tem opinião diferente, vamos às ‘suas’ ilações:

- Primeira ilação: É por o eleitorado de Lisboa ter memória que se lembrará do contraste que foram os três anos de governação autárquica de Pedro Santana Lopes, quando comparados com o desempenho dos seus sucessores - principalmente António Costa, que enfada uma cidade cada vez mais cinzenta com a sua falta de visão, projectos e capacidade para os executar. Quanto aos três anos, nem me vou dar ao trabalho – depois de ler o comment de Inez Dentinho – penso que estará praticamente tudo dito – com o pragmatismo, objectividade e verdade - que estará certamente presente no eleitorado lisboeta, se lhe for dada a opção de ter de novo uma ‘Lisboa Feliz’.
Quanto há saída da Câmara e respectivo regresso, sobre o XVI Governo Constitucional e toda a conversa dos avaliadores e comentadores do costume, deixo um apelo há sua memória, pois do que me lembro é de um governo com excelentes ministros, com alguma descoordenação fruto do pouco tempo que teve para ser constituído e por ter ‘apanhado’ uma legislatura a meio, da escandalosa contra-informação dos media (alguns ainda a responder nos órgãos competentes), um governo de quatro meses mas que tomou medidas corajosas que ninguém contestou e que só foi embora, porque o partido socialista encontrou um comissário político na mais alta figura do Estado, isso sim, é que foi escandaloso.

- Segunda ilação: Se a candidatura de PSL for adiante, é uma sorte para o PSD poder contar com um dos políticos mais experientes e indiscutivelmente um dos seus melhores quadros, não só pela capacidade que tem e já demonstrou, mas também porque sempre esteve disponível para combater, ao contrário de outros que quando não têm a vitória certa se escondem e fogem.
Caro Pedro Norton, não lhe passa pela cabeça que num partido político que está na oposição, alguém (mesmo com um projecto e ideias diferentes) tem que trazer algum bom senso a isto, num tempo que tem necessariamente de ser de construção, dado que estamos a um ano de vários combates eleitorais, em que existe um adversário a derrotar, de seu nome, partido socialista.

- Terceira ilação: Cedência de Ferreira Leite à oposição interna ? Não será antes, capacidade de Ferreira Leite de federar o partido, e mobilizar os militantes – principalmente os que trazem valor acrescentado – apesar de terem estado em Maio último a apoiar outras candidaturas.
Já deu para perceber, sou militante do PSD, mas sou também autarca.

Sempre me inspiraram aqueles que lutam no lugar daqueles que se escondem, como sempre apreciei mais aqueles que fazem do que aqueles que prometem.

O PSD não se “borrifa”, mas sim reencontra-se, quando alguém vem lembrar que os combates se fazem em nome de projectos, em nome das pessoas que precisam de ser servidas.

Se vaidade é ter projectos e coragem para com eles se submeter a votos, então que venha essa vaidade. É dela que todos precisamos.

Se vaidade é fazer política em nome de princípios e de valores, e não em nome dos calculismos de conquista e manutenção de poder, então venha ela.

Sá Carneiro lutou muitas vezes com a incerteza da vitória. Perdeu - também perdeu eleições legislativas em 1976, mas ganhou-as uns anos mais à frente.
Não desistiu, e também coleccionou os seus inimigos. Também ele teve os seus detractores, não em tinta de revistas, mas em inscrições de tinta, hoje esbatida pelo tempo - que continua ainda em algumas dessas paredes de Portugal.

Mas ensinou-nos também a ter fibra e a não desistir de Portugal, um legado que muitos no PSD não alienam.

É certamente nesta linha, que PSL faz o seu caminho, com galhardia e com paixão, mas também com a admiração e reconhecimento de muitos.

Ricardo Campos
Militante do PSD 54869

"

Inez Dentinho disse...

Meu caro amigo anónimo,
Não sou suspeita por ter trabalhado na CML no período PSL mas sim uma testemunha mais atenta e informada para servir o seu esclarecimento e debate.
Faço-o com objectividade uma vez que apresentei factos concretos e não adjectivos ou artigos indefinidos. Continuo à espera de argumentos que os questionem com seriedade.
Ainda que anónimos.
São bem-vindos.