quinta-feira, 19 de junho de 2008

Ódios grandes, pequeninos & embirrações

Coisas que tornam a minha egoísta vida menos prasenteira:

1 - Moscas, insectos rastejantes e cobras;
2 - Andar de barco;
3 - Os cafés mal tirados na auto-estrada que custam 90 cêntimos;
4 - O olhar seco do empregado de mesa quando lhe peço um robalo pescado à linha e se desfaz em amabilidade para com o estrangeiro que lhe pede um frango afogado em molho;
5 - Estar de férias num sítio sem rede que não me permite escrever nem ler o geração de 60, nem fazer comentários e ter os amigos a pensar que desertei;
6 - O cheiro a podre das flores mortas da campa da minha mãe.

5 comentários:

Sofia Galvão disse...

Estes seus amigos não pensam nada disso... Desertora?! Nunca!

Manuel S. Fonseca disse...

Sofia (s),
Claro que pensam!!! Quem vai para fora cá dentro sabe bem que em Portugal não há sítio sem rede, nem rede sem sítio.

E agora, entre o sério e o preocupado, a Sofia atraveu-se mesmo a pedir um robalo pescado à linha?

bloom disse...

um robalo pescado à linha? isso existe?

Manuel S. Fonseca disse...

Bloom, não foi isso que eu disse. O meu espanto é que alguém se atreva ainda a pedi-lo num restaurante português. É prova de elegância, conhecimento e bom gosto. É muito "terroir".

totodasbersas disse...

pois, ó Sofia!... A mim parece-me que estás e´com uma grande lombeira e não quers fazer a ponta de um...tu sabes. Fazes lembrar-me o Eulálio Preguiça:

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Doença grave ataca Eulálio Preguiça que acordou por volta das seis da manhã com uma vontade incontrolável de trabalhar. Familiares e amigos já contrataram o SPAAAG60 (Serviço de Psicologia Aplicada dos Alcoólicos Anónimos da Geração de 60) para analisarem profundamente a gravidade da surpreendente situação. "Esta doença é caracterizada por uma vontade inabalável de uma pessoa fazer o que nunca fez na vida", explicou um um especialista, que foi prontamente apoiado por um maluco que deu a receita, "é pô-lo a trabalhar ou o hospício". A vítima está desolada e até já pensa em fazer qualquer coisa, mas como nunca fez nada na vida não sabe por onde começar. Considera mesmo, a respeito de qualquer coisa que fez, que aquilo foi coação psicológica seguida de rapto, aprisionamento e maus tratos."Não volto a passar por aquilo, só trabalha quem não tem mais nada para fazer", desabafou Eulálio Preguiça, prestes mesmo a ver ser-lhe atribuido 110% de incapacidade permanente pela IMAAG60(Inspecção Médica dos Alcoólicos Anónimos da Geração de 60). "Se for demasiado, não me importo que tirem os 10% da incapacidade para assim poder jogar um pokerzinho só uma vez por dia das 10 às 22H".