Horton Foote morreu: quem?
As considerações que deixo aqui hoje sobre a relação entre os media e a política, resultam da minha participação/observação em três eventos recentes do PSD. Digo participação, na medida em que faço parte, mas digo também observação porque procuro manter uma atitude atenta, crítica e construtiva face ao que observo.
Aliás, a minha primeira experiência do género começou pela observação de várias sesssões no Parlamento e o escrutínio posterior dos relatos respectivos nos jornais e televisões.
Interessa-me observar os fenómenos a acontecer, a sua mediação e a posterior divulgação.
O primeiro.
No dia 24 de Janeiro fui ao jantar-comício do PSD em Vila Nova de Famalicão. Neste dia, à mesma hora do jantar, jogava-se um Braga-Porto. Eu não sabia o que esperar, mas ainda assim, não estava à espera de ver uma multidão. Todavia, foi mesmo isso que sucedeu.
Compareceram mais de 2.000 (duas mil) pessoas. Jantei numa mesa apinhada, numa sala apinhada, que não tinha capacidade para tanta gente, num restaurante que teve de improvisar uma segunda sala para quem chegou depois.
Estavam presentes os meios de comunicação social.
No próprio dia, nos noticiários da meia-noite, e no dia seguinte não vi nenhuma referência ao número de pessoas presente. Conheciam-se as questões internas do PSD. Juntar num jantar mais de duas mil pessoas parece-me um feito assinalável. Contudo, ninguém o assinalou.
Que nem os media que lá estiveram reportaram o facto, foi óbvio. Resta-me a dúvida sobre se o PSD lhes tenha chamado a atenção sobre o mesmo - penso que talvez não o tenha feito.
Podemos pensar que os números não são importantes, mas são. Poucos dias depois, vi referido por várias vezes nos noticiários, que o candidato a Secretário Geral do PS,Eng. José Sócrates, em jantar-comício tinha juntado, 500 (quinhentas) pessoas.
Poderemos sempre dizer a culpa da ausência da notícia do sucesso do jantar de Vila Nova de Famalicão é exclusivamente dos media tradicionais, por inépcia ou má-fé. Também poderemos dizer que naquele caso a culpa foi exclusivamente do PSD que não adoptou a melhor forma de se relacionar com os media naquele dia.
Seja como for, parece-me que tem de existir maior profissionalismo das duas partes. Do lado dos jornalistas, um esforço de independência, isenção e rigor. Se estão à espera de um fiasco e aparecem 2.000 pessoas não podem omitir o facto, nem fazer de conta que as pessoas não estão lá.
Da parte do PSD, uma preparação profissional que permita quer um bom relacionamento com os media tradicionais, no sentido de que facitem o trabalho dos profissionais dos media, como uma aposta decisiva nos novos meios: transmissão on line, redes sociais, presença de bloggers, etc - tudo o que permita ao público acompanhar de perto, ver, ouvir, o que se está a passar.
(a continuar)
O Gonçalo pediu e eu obedeço. O realizador é sueco e o filme - embora da fase «americana» de Sjostrom - é mudo. O beijo, enlouquecido pelo vento, não tem pátria.
Sem dúvida “hetero”, muitíssimo íntimos, mas absolutamente estupendos estes beijos de gente em imorais “preparos”.
...quero ter uma editora com um catálogo com uma capa assim.

Em diálogo com os posts do Pedro Norton e da Sofia Rocha sobre este assunto, julgo que uma breve passagem pelos significados latinos do verbo tolerare (de onde provém o português tolerar) e do adjectivo aequus (de onde provém o português igual) nos podem ajudar a enquadrar estas questões (que devemos ter o cuidado de não reduzir a apenas uma).
Tolerância, com efeito, tanto quer dizer aceitar o outro naquilo que tem de diferente em relação a mim, como significa afirmar perante o outro a minha própria diferença. Esquecer esta última parte, como quase sempre se faz, implica considerar a igualdade como mera uniformidade, desprezando a proporção e a harmonia. Implica, portanto, coagir a liberdade a um mínimo denominador comum no qual tudo se torna progressivamente indiferente, como se o mundo pudesse, ou devesse, ser, todo ele, uma planície sem relevo, isto é, um lugar indistinto e irrelevante.
Posto isto, concordo francamente com o reconhecimento social e político das uniões amorosas (a razão da união pode ser outra, mas julgo que sempre se reconduzirá, mais ou menos, a esta) entre casais do mesmo sexo, de tal modo que lhes devam ser legalmente conferidos todos os direitos que costumam atribuir-se a esse tipo de uniões, sejam eles fiscais, sucessórios, ou quaisquer outros. Tais direitos, aliás, devem ser acompanhados do mesmo conjunto de deveres que a essas uniões são também normalmente exigidos, como é o caso da assistência, do respeito, da fidelidade, etc. Sobre isto devemos hoje ser claros: não pode nem deve haver discriminação.
Isto não faz, porém, com que as uniões homossexuais e as heterossexuais sejam exacta ou absolutamente iguais, pois que, para além desta sua igualdade, que deve ser garantida, há entre elas uma diferença essencial, que também deve ser tolerantemente afirmada. Essa diferença, que decorre da própria natureza das coisas, é esta: a união entre duas pessoas do mesmo sexo não pode reproduzir-se, enquanto a união entre pessoas de sexos diferentes pode. Isto é fundamental, porquanto duas pessoas de sexos diferentes podem, a partir de si mesmas, constituir-se como uma família, enquanto duas pessoas do mesmo sexo, a partir de si mesmas, podem constituir-se apenas como um casal.
É claro que acontece a um homem, ou mulher, ter filhos, como resultado de uma união heterossexual, e depois amorosamente unir-se a alguém do mesmo sexo. E é claro que, vivendo o filho, ou filhos, com o casal homossexual, constituirão, então, uma família, na qual, como várias experiências comprovam, as crianças podem ser amadas, protegidas, educadas e felizes. O ponto, porém, é que o facto de eles serem uma família não decorre dessa união homossexual, mas de uma outra união prévia, heterossexual, a qual faz, aliás, necessariamente parte desse agregado familiar.
Assim, o facto de casais de pessoas do mesmo sexo poderem viver familiarmente com filhos de um ou de outro membro do casal, não anula a diferença essencial que há entre estas duas formas de união: uma pode reproduzir-se e a outra não. A existência de filhos num dado casal homossexual é sempre acidental do ponto de vista da própria união homossexual, na medida em que não decorre essencialmente dela. Deste modo, é justo pedir-se que o legislador distinga estes dois tipos de união amorosa, pois que é justamente a partir do facto da reprodução decorrente da união heterossexual que a própria sociedade garante, no futuro, a sua sobrevivência. Ora, essa é, talvez, a primeiríssima função do Estado.
Com efeito, não é a partir de qualquer pressuposto religioso, moral, histórico, ou cultural, que esta distinção deve ser afirmada, mas a partir de um pressuposto natural básico que é o facto da família, independentemente da sua forma, ser um grupo social indispensável à existência futura de qualquer sociedade humana, a qual, como um todo, deve, por isso, proteger e garantir a sua continuidade. Ora, a união amorosa entre pessoas de sexos diferentes é a única que garante a existência de famílias no seio de qualquer sociedade, devendo, nesse sentido, ser socialmente distinguida e afirmada.
Daqui não se segue, por exemplo, que casais homossexuais não possam, como alguns pretendem, adoptar crianças. Ao contrário, a experiência mostra que isso é possível e pode ter bons resultados. Não podemos esquecer, porém, que a existência de crianças não decorre da união homossexual, sendo-lhe, ao contrário, acidental. Deste modo, sempre que esteja em causa entregar uma criança à guarda de um casal homossexual ou heterossexual, e não havendo outras razões que suficientemente determinem essa escolha (económicas, psicológicas, sociais, etc.), esta diferença deve ser explicitamente tida em conta e deve ser factor de decisão (como já acontece, aliás, ao considerar-se a adopção por pessoas solteiras), isto é, a sociedade deve afirmar a sua opção pela entrega da criança ao casal heterossexual, que é o modelo familiar que naturalmente garante a sua própria continuidade enquanto todo social.
Tratar de modo igual o que é igual e de modo diferente o que é diferente: eis o que aqui deve pedir-se. Lutar para que os homossexuais vejam reconhecidos direitos sem os quais não podem, na nossa sociedade, ser naturalmente felizes, é um imperativo moral. Nesse sentido, é justo que lhes sejam garantidos os mesmos direitos e deveres que hoje se garantem aos casais heterossexuais. Naquilo que têm de diferente, porém, devem também ser tratados como diferentes, pelo que, ao sairmos do âmbito da união amorosa entre dois seres para o campo mais amplo da família (que, pela sua própria natureza, decorre unicamente das uniões heterossexuais), é também um imperativo moral distinguir entre uma e outra, devendo a sociedade afirmar a sua preferência (não, contudo, exclusiva) pelo modelo familiar baseado na união heterossexual.

As minhas quatro coisas preferidas do conclave socialista.
1 - A calça de ganga, com blaser e gravata do Secretário-Geral.
2 - A leitura da moção ontem por António Costa. Foi bem pensado por o Costa a ler aquilo. Ao menos, aquele ar que ele tem, bate certo com aquele discurso: ele tinha uns papéis na mão, um ar menos artificioso, menos arrumadinho, menos profissional. Quando ele diz "camaradas", "camaradas" o olho brilha-lhe, a gente acredita. Aquilo sim, é PS.
3 - Augusto Santos Silva, em versão fim-de-semana: blaser de "veludo cotelé" para a entrevista na RTP, camisa aos quadrados, com t-shirt por baixo, para o conclave.
4 - Manuel Maria Carrilho, a dizer com ar senatorial que não sabia de nada, porque estava ausente do país em missão, muito importante. Desculpem-me estou enganada ou o homem esteve humilhantemente uns dois anos à espera para ir para Paris e só foi há coisa de 15 dias?
5 - Almeida Santos ontem à entrada do conclave a dizer que os portugueses têm de ter juízo. É coerente, é sabido que Almeida Santos sempre foi um homem de muito juízo.
O que eu gosto de um conclave.
Vai começar daqui a pouco o Congresso do PS.
Por causa disso, analistas e politólogos repetem a fórmula de que a esquerda tem em Portugal 60% ( PS - 40%; PCP - 10%, BE - 10%) e a direita 40%.
Eu digo que é 60% de muito pouco.
A abstenção é muito alta. É isso que em preocupa. Como chegámos aqui? Porque é que tantos portugueses estão distantes da política? Porque já não votam? Porque deixaram de se interessar?
Obrigatoriamente os partidos têm de olhar, neste ano de três eleições, para o país e para os portugueses e compreender que não podem governar contra as pessoas ou sem elas.
O Pedro Norton postou aqui sobre o casamento homossexual. Comecei por escrever um comentário, que já ía longo, daí o presente post.
Embora o Pedro fale em tolerância, e eu perceba o sentido, como pessoa, como mulher e como jurista, tendo a discordar.
Eu não quero tolerância para homossexuais, para negros, ciganos, mulheres ou jovens vindos de bairros desfavorecidos.
Eu quero um princípio de igualdade, na sua dimensão negativa - proibição de discriminação-, mas mais importante na sua dimensão positiva: promoção efectiva da igualdade.
Eu quero ver em Portugal uma cultura que não discrimine as pessoas pelo género, pela cor, pela religião ou orientação sexual, ou pela morada.
Não vemos em Portugal negros no Parlamento, não vemos mulheres CEO, não vemos casais do mesmo sexo a passearem de mãos dadas.
Todos temos amigos ou familiares homossexuais, mas vivem "com discrição" a sua situação ou até a negam, por receio de olhares reprovadores ou represálias.
Portugal não assume a diversidade, e muito menos lhe confere representatividade. Quem olhar para os órgãos de soberania, para a gestão de empresas, pensa que não existem mulheres, negros ou homossexuais no país.
Será que o casamento homossexual, só por si, resolve esta questão? Tenho dúvidas. Continuará a ser um acto privado, cheio de simbolismo é certo, mas privado. Celebrado entre amigos e familiares. No dia a seguir estes casais não poderão ir para a rua de mãos dadas, porque Portugal continuará a ser o mesmo país e o debate não se fez.
Tenho receio que a invocação do tema, e até a aprovação do casamento homossexual, só sirva para deixar tudo lampedusamente na mesma.
Gostava que se debatesse seriamente a questão da falta gritante de igualdade de oportunidades no país e que se tomassem medidas efectivas para a combater.
A título de exemplo, em França um reputado economista socialista recomenda que todas as empresas e o Estado divulguem anualmente um relatório com os dados relativos à contratação, com referência expressa ao género, raça e proveniência, como forma de publicamente fomentar as boas práticas e evitar a discriminação.
Gostava que o meu país promovesse a igualdade com medidas efectivas como esta. Esta é, aliás, a única situação em que gosto e acarinho este desgraçado princípio.
Todavia, já sei que mais facilmente se aprova o casamento homossexual do que se obrigam contratadores públicos e privados a divulgarem quantas mulheres, negros, ou residentes no Barreiro contratam.

Já se escreveu e disse tudo sobre a entrevista de Pedro Passsos Coelho de domingo.
A entrevista tinha três fotos: Callas, uma rapariga cantora das Doce e Francisco Sá Carneiro.
Gostaria de acrescentar que para mim foi uma revelação.
Só quando vi a a foto é que percebi.
Não fazia ideia que o Dr. Francisco Sá Carneiro gostasse tanto de música.
Se a população de Braga lesse blogs, saberia que aquela ilustração era de um pintor famoso. Não vou fazer nenhum link, mas lembro-me de ter visto aquela ilustração num post do Manel.
Não resisto a perguntar o que seria se episódios como o do Magalhães no corso em Torres Vedras e da apreensão do livro se passassem com um Governo PSD?
Algumas pistas:Manuel Alegre falaria no alto da sua experiência de resistência anti-fascista, alguém leria poemas, íamos ouvir falar em fascismo, ditadura e 25 de Abril, democracia and so on. Cairía o Carmo e a Trindade. O BE faria umas passeatas nocturnas com umas velinhas em frente a um qualquer mausoléu, ou da embaixada dos EUA.
Governados por um governo de direita tínhamos conversa para um mês e à socapa ainda teríamos um pedido de dissolução da Assembleia da República.
Agora digam-me se desta vez não foi tudo tão civilizado? Onde está o deputado Manuel Alegre? Onde estão os defensores da liberdade?
Desculpem-me por não colocar fotos, mas acho isto tudo muito pornográfico.

Começa hoje a quaresma, os quarenta dias que antecedem a Páscoa e nos quais devemos preparar a passagem do espírito de Deus que, na terra dos homens, distingue e liberta o que é vivo e o que é morto.
Ainda no Egipto, todos os que viviam da verdadeira vida o assinalaram na ombreira da porta de suas casas com o sangue do cordeiro que, em família, comeram no temor do seu Senhor. E logo deixaram de ser escravos e o Faraó os deixou partir para que buscassem o seu Deus.
Jesus Cristo, mais tarde, tornou-se ele próprio no cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, oferecendo-se a todos e a cada um para que, comendo-o, nos tornemos dignos dessa libertação verdadeira pela qual podemos livre e eternamente buscar o verdadeiro Deus.
Uma das diferenças entre as duas Páscoas, sem dúvida, é esta: Deus, agora, está mais próximo, está intimamente presente dentro de cada um de nós. Continuamos a ter que reunir-nos em família, entre irmãos, como é próprio da natureza humana, mas a ombreira da porta tornou-se agora no coração de cada um de nós, no qual Deus toca, libertando e salvando nessa sua terrível e exigentíssima passagem.
Ora, o que aqui quero sugerir, independentemente daquilo em que cada um crê, ou julga crer, é a meditação sobre o coração. Muitas tradições falam do coração como lugar privilegiado dos homens: íntimo, sensível, puro. Mas de que é que falamos quando falamos do coração? Quem já o experimentou, no regresso desse percurso em que fora de nós, buscávamos a Deus, que agora procuramos dentro de nós? Quem já o reconheceu, nesse caminho, em que nos tornámos, e que passa sempre pelas portas da nossa carne?
Crentes e não crentes têm em comum este mesmo mistério: aquilo que eles próprios são e a partir do qual procuram, ou não, a Deus. Deixemos que o nosso pensamento passe pelas portas da carne e se eleve e aprofunde cada vez mais dentro de si. O resto é uma questão de fé: de graça e de liberdade. A este caminho até si, porém, cada um à sua maneira, estamos todos obrigados.
Batalhas sangrentas, estadistas megalómanos, os mais utópicos dos profetas, alguns laboriosos cientistas, bombistas coléricos, talvez mesmo predicantes economistas, antropólogos ou criminosos em série influenciaram, em algum momento, o curso do mundo em que viveram, moldando assim o que cada um de nós é hoje e, por tabela, o mundo em que vivemos. Tenho a certeza de que o meu interesse perverso por Billy the Kid – que aos 21anos registava a tétrica contabilidade de um morto por cada ano de vida – o meu fascínio cheio de segundas intenções por Madame Curie, uma camisa que, em teenager, usei com colarinho à Dr. Jivago, terão influenciado o que sou hoje e que, confesso, oscila entre a vontade de ser um assassino com ética, o desejo de me fechar no primeiro laboratório com a mais radioactiva das físicas e o nobre idealismo individualista do médico de Pasternak.

Os périplos de Woody Allen pelo velho continente já nos deram três filmes ingleses, sendo Match Point um 5 estrelas, agora um espanhol(catalão)e fala-se num próximo francês.
Este filme é desavergonhadamente um serviço ao turismo da capital catalã. Estão lá todos os postais de Gaudi.
O filme é um postal filmado a amarelo, laranja e encarnado. As americanas de serviço em passeio turístico por Barcelona são uma rapariga com físico de girafa e a musa Scarlett.
Ambas vão ser alvo da luxúria do pintor Javier Bardem.
Está tudo muito bem até aparecer Penélope Cruz que nos é oferecida em versão muito morena, louca, deusa do sexo, sensual, louca, culta, talentosa, virtuosa, amante livre. Está lá tudo, até a cena a andar de bicicleta, descalça, de chapéu de abas largas na cabeça.
De repente as americanas parecem tão deslocadas como daquela vez que Ava Gardner veio a Espanha ver os touros e os toureiros.
De vez em quando a Academia deixa-se levar por estes arroubos de histórias de países longínquos e gosta de mostrar que mulheres de pele escura, cabelo escuro e narizes tortos até têm um certo interesse.
É um cliché, evidentemente. Por isso gosto da Pê quando Almodovar a filma, não como um poster de mulher fatal, mas como uma mulher bela de carne ( que mata e cozinha) e osso ( quando morre de Sida).
Se o cliché resulta?
Resulta, porque raramente resistimos ao belo.
Quem resistiria a um Javier Bardem especado no meio da arena a agitar levemente a capa encarnada, ainda que saibamos que por baixo está a espada que nos matará?