quinta-feira, 18 de setembro de 2008
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
Da Visão: Moms for Sarah

Já aqui o defendi a propósito do mesmo Barack Obama: os fenómenos de massas sempre irritaram a «intelligentsia». Porque é suposto que a «intelligentsia» desmonte cinicamente a proverbial candura das massas. Porque à «intelligentsia» compete moderar o entusiasmo bruto e primevo dos povos com a fria racionalidade que, por definição, daqueles a distingue. Mas sobretudo, convenhamos, porque nenhuma «intelligentsia» pode parecer verdadeiramente inteligente se deixar o seu intelecto marchar, a seu bel-prazer, anónimo, indiferenciado, ao lado de mais uns quantos milhões de cidadãos desqualificados. «Não é natural nem fica bem», como rezava um anúncio velhinho do restaurador Olex.
Compreende-se portanto que o senador Barack Obama, um dos mais extraordinários casos de popularidade dos últimos anos e um homem que tem resgatado para a política activa gerações inteiras de eleitores que dela pareciam ter-se irremediavelmente afastado, nunca tenha caído no goto de uma certa elite bem pensante europeia (maioritariamente de direita, porque na rejeição do fenómeno há também uma boa dose de ortodoxia política). De resto é essa mesma elite intelectual de direita que, para que não subsistisse qualquer sombra de dúvida sobre a sua capacidade de resistência à imoderada vaga de entusiasmo, se rendeu, ela própria acrítica, aos encantos de um McCain que parecia prometer, se não propriamente densidade intelectual, pelo menos uma muito menos ameaçadora sobriedade de um ex-herói da guerra do Vietname.
Imagino que o «furacão Palin» não estivesse nos planos desta gente. Até porque, sejamos justos, a historiografia oficial garante que o próprio McCain, até ao dia em que acordou com a extraordinária ideia de projectar tão singular figura para o estrelato mundial, só se tinha avistado cinco (presumo que estimulantes) minutos com a antiga «quase-Miss-Alaska» (o que não deixa de ser um processo de «recrutamento» que dá, em si mesmo, para todo um tratado). Mas a verdade é que a vida dá muitas voltas e que a vingança se serve fria. Em vez da «retórica vazia» de Obama, a intelligentsia europeia de direita ganhou agora um estimulante discurso (esse sim, denso e verdadeiramente erudito) sobre o creacionismo, a diabolização do aborto e as virtudes das armas de fogo. Assustada com a «falta da preparação» do candidato democrata para governar o Mundo, pode agora dormir descansada com a tranquilizante ideia de poder contar na Casa Branca com a inestimável experiência da «ex-mayor» de Wasilla (sempre são 8.471 habitantes). Desconfiada da «volatilidade programática» de Obama, conta agora com a tenacidade da governadora que, a propósito da emblemática «bridge to nowhere», já defendeu, com a sua reconhecida inflexibilidade em questões de princípio, tudo … e o seu contrário. Finalmente, em vez de se confundir com as ignaras multidões electrizadas com o discurso de mudança de Barack Obama, pode agora exibir-se, muito mais orgulhosa e respeitosamente, ao lado das simpáticas «Moms for Sarah».
Crise? Qual crise?

Eu não sou economista – apesar de saber inglês! No entanto, não me parece muito difícil explicar a actual crise económica mundial.
Há pelo menos 30 anos o mundo decidiu viver a crédito. Este movimento começou no chamado mundo ocidental com a ideia de que, desta forma, era possível transformar os proletários de ontem nos burgueses de amanhã, sem pôr em causa os poderes instituídos.
As ideologias, porém, poderiam deitar tudo a perder. Mas socialistas e liberais têm mais em comum do que se pensa (nomeadamente a mesma ideia de que a economia é a base da vida humana em sociedade e de que a ciência e a técnica são os instrumentos que permitem dominá-la), pelo que conjuntamente se empenharam nesta mesma tarefa, deste modo diferindo os problemas do presente para o futuro.
Ora, neste moderno mundo da comunicação, que dizem ser o nosso, uma boa ideia não consegue ficar muito tempo escondida, pelo que logo se resolveu aplicá-la a todo o mundo. Claro que, aqui, passadas as fronteiras do confortável canto ocidental, o presente põe problemas bem maiores – as guerras, as doenças, a pobreza, a fome, o isolamento, a ignorância… – e, nesse sentido, mais difíceis de iludir.
Nada, porém, que a poderosa aliança entre políticos e capitalistas, operando de modo global, não consiga fazer, entretendo os povos num contínuo teatro mediático, no qual os indivíduos, espectadores e consumidores passivos da produção desta realidade, têm a noção de participar activamente.
É claro que tudo isto funciona com um equilíbrio muito instável, de onde resulta um terrível e constante medo das crises. Socialistas e liberais, aliás, também aqui sempre estiveram de acordo, pelo que, nos dois extremos, prometendo o fim da história, prometeram sempre o fim das crises. Em conjunto, portanto, continuaram a trabalhar.
O problema, como eu dizia, parece-me, assim, muito simples. Todos sabemos que, ao comprarmos qualquer coisa com um cartão de crédito, temos algo no presente pelo que só iremos pagar no futuro. Isto implica, obviamente, que alguém nos emprestou esse dinheiro, o qual haveremos de pagar com juros.
Ora, foi esta última premissa que, na verdade, desapareceu. Porque aplicando este sistema à economia global, temos que viver a crédito significa ter agora um conjunto de coisas pagas com dinheiro que resulta da produção de coisas que ainda não aconteceu, isto é, o dinheiro que nos emprestam ainda não existe.
É claro que nada disto tem importância se o tal equilíbrio se mantiver: os pobres e os proletários participam hoje mesmo nas delícias dos ricos e capitalistas e estes garantem que no futuro continuarão a ser ricos e capitalistas. O problema está nas crises. Porque elas obrigam a que o dinheiro, que só existe no futuro, seja pago agora. E aí é que são elas. Os pobres ficam sem as coisas, os ricos sem o seu dinheiro, e os governos são obrigados a tomar uma decisão (é, aliás, o que significa a palavra crise).
E todos temos visto os Bancos estatais a tentarem controlar a inflação e a injectarem dinheiro nas economias. Todos temos visto os governos a intervirem na gestão das instituições financeiras e a comprarem empresas em risco de falência. Mas ninguém quer mudar o discurso, porque ninguém quer mudar o estado das coisas. Se tudo correr bem, a tempestade vai passar e tudo ficará como dantes. Sem crises, sem história, sem ideologias.
Mas é difícil não reparar numa cada vez maior intervenção dos Estados nas economias, com a imediata conotação ideológica que isso tem. Com a agravante de que, perante a actual diminuição dos poderes dos Estados, essa maior intervenção caberá cada vez mais a entidades mais distantes dos cidadãos e dos seus representantes directos, que, deste modo, menos as controlarão e mais serão controlados por elas.
A estratégia, no entanto, para já, continua a ser pôr uma almofada sobre a cabeça e esperar que a tempestade passe, pelo que ninguém parece muito interessado em meditar no facto do governo dos Estados Unidos da América ter hoje nacionalizado uma Companhia de Seguros! Mas já ninguém deve ter ilusões: o século XXI será de novo um século de crises, de história e de ideologias. Para o bem e para o mal. Ora, o mal já aí está (nomeadamente a associação totalitária entre políticos e capitalistas). Cabe-nos agora preparar o bem.
Briseida, a pelada ( continuação)
Por ora, a nossa história fica assim. Retorna com o solstício. Veremos o que faz Briseida com um ano inteiro.
terça-feira, 16 de setembro de 2008
Divórcio ou Morte!
Onde é que está Mr. Abubakar? II. Ti Manel e Ti Jaquina
Julgava que estava em vias de extinção. Mas infelizmente renasce a todo o tempo. Repare-se que a arte vinda do povo nem sempre é arte popular, no sentido folclórico, estafado e enfadonho que geralmente tem. Hesíodo elevou-se por si mesmo à aristocracia da vida. Assumiu os valores aristocráticos, incorporou-os numa visão da vida e num modo e sentir popular e conduziu-se até à criação dos deuses. Se a sua intenção foi a ultrapassar Homero quanto à qualidade seria temerário dizer, mas ultrapassou-o geneticamente. Escavou até ao fundo o meio que conhecia. A terra. Subiu até ao maior cimo que conhecia. O céu. E neles desvelou a origem dos deuses. A sua formação.
Arte feita pelo povo, quando assume os valores aristocráticos, os faz descer à terra e os eleva até aos céus levando-nos até à origem dos deuses, sem dúvida essa é arte maiúscula. Mas arte popular que nem parte nem chega ao povo, porque dele nunca saiu, é apenas exercício de bairro. Acanhado. Isto tanto mais quanto esse povo é apenas ficcional, mera origem do autor. O escritor, hoje em dia burguês por inevitabilidade, quer assentar em terreno firme. Para ele, esse terreno é o povo. A classe que contribuiu para fazer desaparecer. Assenta em mortos em cujo homicídio participou e inventa por isso figuras em que até os nomes estão truncados. Ti Manel, Ti Jaquina.
Para dizer o quê? Que sendo pessoas de pouco banho e pouco lustre, são eles os verdadeiros, os ilustres representantes da raça humana. Eles devem ser o paradigma. Quando escava a terra apenas fica com lama. Quando sobe aos céus parte as pernas. E quando procura a origem dos deuses apenas encontra – Tis Maneis e Tis Jaquinas. Que Deus lhes perdoe, que outras coisas me ocupam neste momento.
Alexandre Brandão da Veiga
Diet Coke or New Coke?
Escrevo de uma executive suite da Harvard Business School (sem cedilhas nem acentos), que apesar do pomposo nome, e’ um espartano quartinho com aguas quentes e frias no coracao do campus universitario e onde nao tenho sequer uma televisao onde possa presenciar ao serao o espectaculo vivo que este curioso pais chamado Estados Unidos da America proporciona aos seus cidadaos. Cidadaos esses, que hoje observam estupefactos e esperemos de forma particularmente humilde o colapso das algumas das suas mais queridas e aparentemente ate' aqui inabalaveis instituicoes privadas. Estou aqui reunido com lideres da industria farmaceutica e na companhia de alguns professores da HBS faculty (pagos de forma absolutamente obscena) procurando perceber como salvar esta industria dos horrores do inverno que se aproxima.
Sem televisao dizia, decidi pois entreter-me folheando o “The Harbus”, orgao oficial de comunicacao dos estudantes independentes desta universidade e que apresenta como artigo de fundo – “Sarah Palin – Diet Coke or New Coke? “
Deste maravilhoso e perfido artigo que se desenvolve ao estilo de um verdadeiro HBS case study, destaco os paragrafos de abertura e conclusao:
“This year's 2008 election is starting to look a lot like a certain RC strategy case: Cola Wars. There is the election's Coca-Cola, a historic and trusted brand, in John McCain. There is Pepsi, a youthful and fresh new brand, in Barack Obama. And there is Sarah Palin, John McCain's brand extension - his Diet Coke...”
“In the end, who knows? But one thing is for sure. Selecting a woman like Sarah Palin to be your running mate in this election year has little to do with politics. It is just damned good marketing.”
Considerando que as encomendas feitas ao distribuidor Americano dos oculos que usa a Palin, quadruplicaram desde o fecho da convencao republicana, os diligentes estudantes de Harvard estao aquilo que se podia dizer “right on the mark”!
Para quem estiver interessado(a), os ditos oculos sao made by Kazuo Kawasaki. Cabeleiras Palin Style podem tambem ser encomendadas on-line em Wigsalon.com
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
João Luis Ferreira
Descobri, com a ajuda de um ilustre amigo meu, esta plataforma, Archis, e esta revista, Volume. Se há alguém, na "Geração de 60", habilitado a falar do tema, creio (estou absolutamente seguro) ser o João Luis que já não nos brinda com a sua inteligência (e ironia) há séculos. Peço-lhe um favor e faço-lhe um desafio: leia este trecho e mostre-nos como é que se sai do labirinto.Chef Guerrieri
I. Ti Manel e Ti Jaquina
O argumento é bem conhecido. O escritor X aparentemente fala apenas do seu bairro mas o seu bairro é uma metáfora para o mundo, e é pois da humanidade inteira que fala. Falso. Se fala apenas do seu bairro é porque nada mais conhece. O espécime que reconhece é apenas extrapolado e de forma arbitrária. A diversidade da experiência humana é-lhe desconhecida. O seu espírito é imperialista. Pretende impor à humanidade inteira como paradigma o seu bairro.
Vivia na ilusão que já tinha desaparecido este tipo rotineiro de literatura. Para um texto ser literário teria de ter Tis (masculino) e Tis (feminino). É evidente que o realismo francês do século XIX tinha vários “pères”, o mais famoso o “Père Goriot”. Há mesmo quem tenha transformado a experiência popular em epopeia, como Visconti, que criou o realismo no cinema, para rapidamente o deixar a figuras amantes da repetição.
O problema não é o de meter Tis na literatura. Já se meteram coisas bem piores e com algum efeito e sentido. O problema é que se acha que a literatura necessita, exige, não vive sem Tis. Além de imperialista esta literatura é impositiva. De modo escondido, traficado, normativa. O Ti não é sinal de liberdade, mas um lugar comum imposto.
Nada tenho contra elementos normativos na literatura. A grande literatura não vive sem elas. A criação humana não se põe em pé sem regras. O problema é a qualidade das regras e a maestria do seu uso. O Ti como paradigma em vez de Apolo terá sempre um pequeno problema. Respira ar menos elevado e é menos bonito. Para quem gosta e para quem lhe basta tanto melhor. Citando a boa da rainha Cristina da Suécia: “non mi bisogna e non mi basta”.
Qual é o paradigma de vida destes cultores de Tis? Ti Manel, Ti Jaquina. Faltam letras, é bom de se ver. Porquê? Porque estes autores alimentam-se delas. Parca dieta para parcimoniosos resultados. Se é certo que a literatura sempre foi mais feita por quem tem a barriga saciada, nem sempre isso é assim. Mas também não deixa de ser verdade que, mais ou menos esfomeado que seja o escritor, se é bom, percebe que é frutificador de letras e não seu predador. Se vive de as comer errou na vocação.
domingo, 14 de setembro de 2008
Ramalho Eanes
Acabo de ler o que João Gonçalves escreveu aqui. Ramalho Eanes foi prejudicado por uma decisão ad hominem de Mário Soares. Reparada a injustiça, poderia ter recebido mais de um milhão de euros. Recusou o dinheiro.O casamento do Sr. Sulu.

Hoje, enquanto meia América se deleita, rendida, com a retórica de cabeleireira de uma «quase-Miss Alaska» fã de criacionismo que trocou as voltas à eleição presidencial, casa-se o Sr. George Takei com o seu companheiro de 21 anos. É verdade, Mr. Sulu himself, aproveita a lei aprovada em Maio passado na California e põe a vidinha em ordem. A boda, rezam as crónicas, será abrilhantada pela presença do amigo de sempre, o meio-vulcano, meio-humano, Mr. Spock.
Não tenho, ao contrário do PS de Sócrates, nenhuma obsessão «politicamente correcta» com o casamento dos homossexuais. Está longe de me parecer a maior prioridade da nação e desconfio sempre muito da defesa de «agendas fracturantes» feita com base nos méritos do seu carácter ... «fracturante». Mas também é verdade que, nestes tempos de trevas, em que o Mundo corre o risco de vir a ser governado por uma criatura tão extraordinária como a Srª. Palin, confesso que me dá algum alento saber que há toda uma outra América, tolerante e liberal, que nunca se reverá na agenda religiosa e ultraconservadora da governadora do Alaska.
130 mil empregos
Parece que dos 130 mil empregos criados pelo governo de Sócrates, cerca de 30 mil são no estrangeiro. Parece que alguns comentadores consideram o facto uma enorme perversão e se preparam para precipitar o primeiro-ministro nas mais duras penas do Inferno. A penas, enxofre e alcatrão.Sealed With a Kiss
Os membros deste blog bem podem agradecer ao “sealed with a kiss” do vídeo abaixo terem chegado a ver a luz do dia e ameaçarem, mais dia, menos dia, virem a governar o país.Em 1962, cantava-se assim, dançava-se como na foto acima, e amava-se de Verão em Verão, sem vontade de dizer adeus, com cartas ardentes fechadas com um beijo.
sábado, 13 de setembro de 2008
Le parole sono importanti
Tenho vindo a rever alguns filmes do Nanni Moretti e como verifico que o "Politically correct" nao e' caracteristica deste Geraçao de 60, nao podia deixar pois de partilhar este momento muito alto do seu cinema (incluindo a estalada a' jornalista claro!). Para os que nao viram ou nao se lembram de "Palombella Rossa", Michele Apicella (alter-ego de Moretti e que aparece pela primeira vez no filme "Ecce Bombo" de 1978), cansado da luta politica que vem a desenvolver como membro do partido comunista, encontra-se aqui neste longo dia a jogar uma partida de polo aquatico depois de um pequeno acidente de automovel durante a manha. Um acidente que o faz perder a memoria e esquecer o conteudo de uma polemica entrevista que teria dado na noite anterior a um programa politico televisivo e que e' reputada por todos os que o encontram de absolutamente memoravel e reveladora do estado do PCI.....
O uso da expressao "politically correct" que penso nao se usasse muito em 1989 quando este filme foi feito daria direito seguramente a uma muito merecida estalada do Nanni. Pensemos nisso quando enriquecemos (empobrecemos) as nossa frases com coisas do genero....
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
Às armas
The Cricket
O Geracao (quem me dera ter, neste canto do Mundo onde me encontro perdido, uma singela cedilha ou um esvoacante til) contratou mais uma estrela internacional. Desta vez fomos "pescar" a Milao e asseguramos os servicos de Vasco "The Cricket" Grilo. A biografia oficial garante que "Vasco Holds an MBA from SDA Bocconi in Milan, a Masters in Manufacturing Systems Engineering from Lehigh University, PA in the US and an Engineering degree from Instituto Superior Tecnico in Lisbon, Portugal". Pelo sim, pelo nao, prefiro nao por as maos no fogo pela veracidade de tao brilhante curriculo. Quando a esmola e grande, o pobre desconfia. O que posso garantir e que, com o seu humor corrosivo, o Geracao nunca mais sera o mesmo.
Bem vindo Vasco!
Aznavour
Neste concerto em Nova Iorque, no Carnegie Hall, Aznavour está por cima, muito lá por cima, da sua plenitude. Já nem precisa de ser muito bom. Basta-lhe ser gentil e sem remorsos. Certo na melodia. Infalível no tempo.
O Fundamentalismo
... detecto neste olhar um sentido de indevida apropriação...Entre instinto e razão, entre sonhos e pesadelos, tenho algumas coisas contra Palin e outras a favor.
· a acumulação primitiva da mais-valia da queixa;
· a liminar exclusão dos adversários como praxis científica e revolucionária;
· mas sobretudo, sobretudo, pensarem que Lukács é uma marca de lâmpadas de 15 watts.






