Clint Eastwood vs Spike Lee
Que televisão ou jornal portugueses se permitiriam estes "candid comments"?
Que televisão ou jornal portugueses se permitiriam estes "candid comments"?
Nenhum dos livros de Gore Vidal é um livro da minha vida, mas a crítica e os media americanos consideram-no o epítome do “homem de letras”. Vidal nunca escondeu a sua militância política. Hoje é um dos mais activos críticos do belicismo de Bush.


A minha antipatia por referendos e por todas as outras formas de democracia directa é profunda, não é conjuntural e não é de hoje. Mas não vos maço mais com argumentos teóricos. A minha humilde contribuição para esse debate está feita aqui. Hoje só me apetece ficar por um muito mais prosaico «agora amanhem-se».
Vi há alguns meses um debate televisivo na Sic Notícias entre Maria de Belém e Paula Teixeira Pinto sobre o exercício do poder.
Dizia Maria de Belém que os ministros vivem isolados em torres de marfim, torres habitadas por múltiplos assessores, que "filtram" a realidade, que a mistificam. O conselho que deixava é que os titulares desses cargos se libertassem o mais possível desses assessores e preferissem o contacto com a realidade ela própria e com aqueles que ousam discordar e que oferecem outras razões ou visões.
Nesse dia lembrei-me de Voltaire, ou de como o poder corrompe e o poder absoluto corrompe absolutamente.
Releio agora José Cardoso Pires, em seco e bom português: " Que quem muito se olha cega e quem muito se ouve perde a voz." (in Dinossauro Excelentíssimo)
Mesmo em tradução canhestra, e sobretudo se lhe associarmos a pele macia de Lauren Bacall
perpassa uma gloriosa nostalgia neste “The First Day” de Christina G. Rossetti!
O PRIMEIRO DIA
Quem me dera lembrar o primeiro dia,
A primeira hora, o primeiro instante em que me viste;
Se era brilhante ou velada a estação,
Inverno ou Verão tão pouco sei dizer.
Tão anódino caíu no esquecimento,
Tão cega estava para ver ou adivinhar,
Tão ausente para sentir desabrochar a flor
Que ainda não voltou a florir em Maio.
Se ao menos pudesse recordar! Esse
Dia entre os dias! Deixo-o ir e voltar
Tão sem rasto como neve derretida.
Parecia nada valer e vale tanto!
Se ao menos pudesse recordar o toque,
Primeiro toque da mão na mão! – Se então eu soubesse!
Christina G. Rossetti, The First Day
Richard Salcido, Misery Loves Company
São 28 páginas. Nelas se escreve e descreve uma das mais calorosas histórias de amor que li, já lá vão quase mil anos. História de um lirismo sensível e “coagulado”, como diz o autor desse conto, um hoje quase ignorado escritor para quem tenha menos de 45 anos, de sua graça José Rodrigues Miguéis, clandestino na Europa, exilado na América,onde foi companheiro de Jorge de Sena, e onde acabou por morrer, bem longe da ditosa pátria tão desamada.
E, sempre que queriam, apareçam por aqui às 3ªs. É o meu dia de fazer companhia a mais 6 ilustres cavalheiros.

Duas palavras em torno de mais esta pequena provocação do Manuel S. Fonseca, que neste seu post diz que os filósofos são, por definição, desajeitados, isto é, não são bem ao jeito deste mundo. Porque, se a verdade é que ele tem razão, a coisa tem, no entanto, que ser explicada.
A história desta ideia, tão antiga como a própria filosofia, é-nos contada por Platão, no seu diálogo Teeteto, a partir do episódio em que Tales de Mileto – normalmente considerado o primeiro filósofo –, andando a olhar para o céu, observando os astros, não viu onde punha os pés, caindo a um poço, logo provocando o riso de uma jovem e bonita (Diógenes dirá, mais tarde, que era uma velha) criada trácia. Este riso – conclui Platão – aplica-se a todos os que se dedicam à filosofia, pois que têm o corpo, apenas, na cidade, enquanto o seu espírito viaja até às profundezas das coisas.
Ora, se este riso espontâneo conhece bem a inutilidade imediata da tarefa do filósofo, que, caminhando por este mundo com os olhos postos no outro, não faz mais do que causar o riso ou a raiva dos outros homens (do que a vida – e a morte – de Sócrates em Atenas são o exemplo por excelência), o facto é que a vida presa à superfície do mundo das coisas (é o que significa a personagem da criada trácia) não tem sentido em si mesma, pelo que, perante o pressentimento da morte dado na natural corrupção dos corpos (o facto da jovem criada se ter tornado velha nas Vidas e Doutrinas dos Filósofos Ilustres de Diógenes Laércio é um pormenor delicioso), acontece também espontaneamente aos homens voltarem-se para os filósofos (aqui entendidos como sábios, ou homens das coisas do espírito), para que os guiem.
A tentação científica moderna de tudo constituir em problema que se possa resolver, porém, procurou elidir esta natural tensão do caminhar do ser humano (durante toda a Idade Média expressa na relação entre os poderes temporal e espiritual), fazendo com que, hoje, já não aconteça que Tales caia no poço e a criada se ria. Mas este nosso mundo, triste e uniforme, faria bem em lembrar a proposta de Platão, que, na República, desde a sua primeira página, propõe uma constante subida e descida (anábasis e katábasis) entre a sensibilidade e a inteligibilidade das coisas e das ideias, bem no meio do livro expressa pela alegoria da caverna, poço de onde Sócrates parte e ao qual regressa, correndo o risco de que se riam dele, ou de que o matem: porque, cá em baixo, precisamos de alguém que nos ajude e nos eleve; porque, também lá em cima, não podemos viver sozinhos!
My passport was stamped and the guard said, “Welcome home”!
Sometime during our childhood it was written in stone I would be
the man standing to her left, witnessing the most memorable day of her life. A well thought out guest list, a fantastic DJ and lots of family who flew in from Ireland, it was sure to be a perfect NY wedding!
After a few days of non-stop all around fun and laughs while celebrating with Diana and Osman-it was time for them to row along the canals of Venice while I caught up with some old friends and visited some familiar locations…or…“the once familiar”.
Was it easier to get around? Was it easier to get a table? Was it easier to get a cab?
For as long as I can remember, there is always an annoying person/s blocking the side walks
whenever you are running late, it has always been difficult to get a table unless it was during weekends
like Memorial Day and taxi’s, nothing has changed. It’s always been difficult to get a cab during off duty periods, when it rains or when it comes down to the corner to corner “wave battle” with a fellow NYorker.
Traveling to far places, not knowing the language, where to eat and finding it difficult to get around reminds us of what it feels like to be a minority. In the end though, being stimulated by the “very first time seeing something” compensates for the occasional “never ending expensive taxi ride” we some times have to deal with getting there!
On the other hand, when we travel to familiar places over the years, strolling through some of our favorite neighborhoods on a bright Sunday afternoon can also feel like “I’ve just been robbed”- not from a nutty cab driver - but of some memorable moments!
The cost of living has become even more difficult, long term leases are coming to an end and some small businesses have become so small they simply go poof!
I would turn a corner and another of my favorite “spots” has a
hand written sign on the window saying, “thank you for all the years of continuous visits, we are going to miss you”. It’s a sure reminder of reality!
Mentally, I’m not sure what makes the finish line first-the fact I will never be able
to sit at my favorite table or the thought of “what’s going to close next”? The sad part, both have an unhappy ending.
The flip side; as many closing- the double are opening.
Change can be good some times, but it’s always a bummer when we can’t get “grandmas cooking” any more.
Chef Guerrieri
'The Shadow of Death' por William Holman Hunt
Há por aí, nos “blogs”, alguém que se lembre de quem era Antonioni? Os frequentadores da Cinemateca – contam-se, é claro, pelos dedos de duas mãos – lembram-se de certeza. E, com sorte, lembram-se também os que, inspirados pelo pelo eterno feminino, ainda guardam, e sempre vão guardar, naqueles olhos que a terra há-de comer, a silhueta da mais sofisticada e nórdica das italianas, Monica Vitti.
Se ficaram com vontade de experimentar "Caruso" noutros registos, podem sempre ir à procura de Pavarotti, ou tentar esta versão da Lara Fabian, mais show bizz, requebros excessivos, mas ainda assim com le lucci in mezzo al mare.